Um ex-funcionário de uma escola de Alvorada, no sul do Tocantins, foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial fechado, por estupro de vulnerável contra uma estudante de 12 anos. A sentença foi proferida na terça-feira, 25.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), os crimes ocorreram entre junho e outubro de 2025, dentro da escola onde o homem, de 46 anos, trabalhava.
Conforme a acusação, ele teria usado o acesso ao ambiente escolar para se aproximar da adolescente e encontrá-la em locais reservados e sem câmeras.
A vítima foi ouvida em depoimento especial, procedimento utilizado para proteger crianças e adolescentes durante o relato de situações de violência.
Provas consideradas pela Justiça
Durante o processo, o acusado admitiu ter praticado atos de natureza sexual e afirmou que sabia a idade da adolescente. A defesa sustentou que os atos teriam ocorrido em apenas uma ocasião.
A Justiça, porém, considerou que houve pelo menos dois episódios. Para a condenação, foram analisados o depoimento da vítima, conversas entre ela e o acusado em uma rede social, laudos médico-legais, depoimentos de testemunhas e o interrogatório judicial.
Trabalho na escola pesou na pena
Na sentença, a Justiça considerou desfavorável o fato de o homem ter usado o acesso proporcionado pelo trabalho na escola para se aproximar da vítima e escolhido locais sem monitoramento para os encontros.
Apesar da condenação, ele poderá recorrer em liberdade, pois respondeu ao processo nessa condição e a sentença não apontou fato recente que justificasse a prisão preventiva.
As medidas de proteção à adolescente foram mantidas. O condenado está proibido de entrar em contato com a vítima ou familiares, aproximar-se dela e frequentar a escola ou outro estabelecimento de ensino frequentado pela adolescente.





