Dia dos Pais com muitos impostos para esposas e filhos

Singular Comunicação - 01/08/2014

Em média, os tributos deverão equivaler a 94% do preço dos artigos mais procurados

 

Gradativamente, o Dia dos Pais vem se tornando uma data bastante interessante para o comércio, mesmo que ainda fique atrás do Dias das Mães, Dia dos Namorados e Natal. Em recente pesquisa divulgada pela Universidade Federal do Tocantins em parceria com Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento, 63% dos consumidores araguainenses pretendem comprar de um a dois presentes para os pais.

Mas a lista de opções padece de um mal tipicamente brasileiro: a alta carga de impostos. De acordo com a empresa de auditoria e consultoria BDO Brasil, os tributos deverão equivaler, em média, a 94% do preço dos artigos mais procurados nesta data. Para o contador Ronaldo Dias, da Brasil Price, esta é mais uma das oportunidades que o consumidor tem de conhecer a fundo a realidade tributária do país. “E isto acontece porque a maior parte dos produtos procurados é importada ou é considerada não fundamental pelo Governo, responsável pela taxação”, comenta Ronaldo.

 

Exemplos caros

 

Entre os eletrônicos, os aparelhos de MP3 lideram o ranking de maior incidência de tributos sobre o valor final, 49,45%. O barbeador elétrico (48,11%), televisores (44,94%), câmera fotográfica (44,75%) e telefone celular (33,08%) vêm na sequência. Já os perfumes, bastante procurados para o Dia dos Pais, surpreendem ainda mais: 69,13% de impostos nos nacionais e 78,43% nos importados. E os óculos de sol não ficam atrás, com 44,18% de tributos sobre o preço.

 

Dos males, o menor

 

Se a incidência de impostos for o fator predominante na hora da esposa ou dos filhos optarem pelo presente, as alternativas mais em conta são as malas de viagem (37,25%), camisas sociais, tênis e sapatos (27,25).

 

Explicação

 

Para a empresa responsável pelo levantamento, o chamado “efeito cascata” é o principal causador desta realidade incômoda, uma vez que os impostos incidem no fabricante, distribuidor e varejista, até chegar finalmente no consumidor.

E Ronaldo ainda lembra um fato importante, previsto para entrar em operação no ano que vem. “Com a obrigatoriedade dos impostos na nota, o comprador irá, enfim, ver in loco o peso dos tributos nos nossos bolsos. Essa será uma ferramenta fundamental para brigarmos por reduções”, pontua o contador.

 

 

 

Com informações do Diário do Comércio

 

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