Será o endividamento a penúria do homem ?

Era um final de ano qualquer ninguém conseguia falar com aquele familiar animadão, o que mais contribuía com presentes e guloseimas na ceia familiar, alerta aqui e acolá, não encontravam o rapaz...que ficção. Penso que ele tinha sumido do mapa das contribuições. Sentimentos nobres do ser humano afloravam quando o assunto e dinheiro, veja lá dívidas.

Talvez, você tenha conhecimento de tais acontecimentos.

Direto ao ponto, relato de inicio o processo de endividamento financeiro pessoal ou familiar: ausência de poupança, compras aleatórias constantes, pagamentos juros/multas constantes, inadimplência parcial, déficit de aquisições de consumo básico, pedidos excessivos de alimentos/dinheiro aos familiares, amigos e vizinhos, insuficiência de crédito na praça, desconfiança de terceiros, endividamento total e por fim pobreza material, grifo pessoal.

Em relance, veja as condições que podem nos levar ao endividamento, texto extraído no link http://profelisson.com.br/2014/12/15/pesquisa-bacen-2014/ :

 “ 1) Fatos inesperados, como perda do emprego, doença própria ou de familiares, morte do responsável pela maior parte da renda familiar, separação conjugal;

2) Falta de planejamento financeiro, sendo citados como exemplos as compras por impulso, excesso de parcelamento de compras e uso de linhas de crédito de forma impulsiva e descontrolada;

3) Empréstimo do nome, situação essa em que se faz um empréstimo e/ou financiamento em seu nome para terceiros, além da possibilidade de emprestar o próprio cartão de crédito a amigos ou familiares.

Conceitos do Prof. Elisson de Andrade, que corrobora com o artigo em tela, como dizia meu tio, “de forma cristalina”.

Mas o que podemos fazer para não chegarmos ao ponto do endividamento total e como conseqüência a pobreza material?

Os condicionantes para quem quer se ajustar no quesito finanças são: poupar, viver conforme sua renda, planejamento financeiro, prudência no uso do dinheiro e geração de renda.

Parece fácil, mas não é.

Muitos estão no afundamento financeiro diário, ações simples são desconsideradas, planos com o dinheiro mensal abolidos por acontecimentos sazonais do cotidiano, que coisa!

Lembro de um comentário de uma jovem trabalhadora que deixou de pagar sua conta de fornecimento de água, para pagar uma entrada em um determinado evento na sua cidade.

Será um sintoma psicológico, social ou coletivo? Não sei, foge do meu conhecimento cientifico. Finanças pode até ser uma idéia fixa ou um portfólio profissional deste colunista, mas seria legal o endividado procurar ajuda.

Dicas triviais em oposição ao endividamento:

- poupar: poupamos dinheiro para uso em oportunidades ou dificuldades, no artigo do link: http://www.justocantins.com.br/colunas-39443-poupar-para-que-financas-pessoais-e-da-familia.html, onde podemos vivenciar pausadamente procedimentos para que haja poupança financeira em nossas vidas;

-    viver conforme a renda: neste quesito, lembro de um rapaz que comprou um carro e nem tinha carteira de motorista, estou falando de preparação, sustentação, amor próprio e paciência. Não tente a comparação com terceiros, sua vida financeira pode ser comparada, com a relação RECEITA X DESPESA, faça sua planilha, você saberá em que condição está;

-    planejamento financeiro: a palavra planejamento é bem expressiva e comercial, mas desejo que leitor saiba como, quando, quanto e onde está aplicando suas receitas, análise se o seu dinheiro está sendo bem empregado;

-    prudência: é uma qualidade de quem age com moderação, não compre hoje, pense, pechinche, repense e compre;

- geração de renda: assunto discutido em artigos nesta coluna, pratique seus pontos fortes (habilidades/aptidões) como profissional e preste serviços a terceiros, como, quanto, quando e onde é contigo.

Na verdade, o endividamento só assusta o mantenedores dos lares, terceiros apenas envolvidos nos deleites do sofrimento alheio não tá nem aí. Alerto que quando o mantenedor quebra, funde, empobrece ou morre, o sofrimento passa para o próximo da lista.

Aceite, é possível reconhecer o princípio do endividamento pessoal, sair do endividamento bem como superar obstáculos em finanças, podendo ser conseguidos com atitudes simples, individuais ou coletivas. Se o seu caso for de endividamento se ajude, se não, ajude o próximo.

Finalmente, será o endividamento a penúria do homem ? Tenho certeza que não, pois é possível reconhecer, tratar os sintomas e amenizar perdas sempre.

Deus abençoe a todos.

 

Rogério Lopes, é crente em JESUS CRISTO, Educador Financeiro, Administrador de Empresas, Especialista no Agronegócios,  Corretor de Imóveis e Perito Avaliador Imobiliário.  [email protected]

Rogério Lopes, colunista JusTocantins - 12/04/2017

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