Uma mulher de 47 anos, identificada pelas iniciais D.A.N.G.S., foi presa em flagrante na tarde dessa quinta-feira, 7, enquanto tentava aplicar um golpe na agência da Caixa Econômica Federal de Miracema do Tocantins.
A suspeita pretendia realizar o cadastro biométrico para liberar saques que somavam R$ 100 mil de uma conta de terceiros.
Durante o procedimento, o nervosismo da mulher despertou a desconfiança dos funcionários, que constataram que a foto no documento de identidade apresentado não correspondia à verdadeira titular da conta.
Ao notar a chegada dos policiais civis da 68ª DP, a mulher protagonizou uma cena inusitada: tentou mastigar e engolir o RG falso. Ela conseguiu destruir apenas parte do documento, e os fragmentos restantes foram apreendidos pela equipe do delegado Clecyws Antônio de Castro Alves.
Confissão e logística do esquema criminoso
Após ser detida e conduzida à 10ª Central de Atendimento da Polícia Civil, a investigada admitiu que o documento era falsificado.
Em seu depoimento, ela revelou que viajou do Rio de Janeiro para o Tocantins acompanhada de dois homens com o objetivo específico de movimentar contas bancárias de forma fraudulenta.
O acordo previa que a mulher receberia uma comissão de 20% sobre o saldo total subtraído da conta que tentava acessar.
A Polícia Civil agora concentra seus esforços na identificação e localização dos outros dois envolvidos, que fugiram após a abordagem na agência bancária, configurando uma rede interestadual de estelionato e fraude processual.
Enquadramento jurídico e medidas custodiárias
O delegado responsável pelo caso destacou que a rápida resposta dos agentes foi fundamental para interromper o crime no momento de sua execução.
A mulher foi autuada pelos crimes de uso de documento falso, estelionato e fraude processual este último agravado pela tentativa de destruir a prova física (o RG) diante dos policiais.
Após os trâmites legais na delegacia, a suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário.
A investigação segue aberta para mapear outras possíveis vítimas do grupo e desarticular a estrutura de suporte que fornecia os dados e os documentos falsos utilizados na empreitada criminosa.






