Trio pega mais de 54 anos de prisão por matar jovem a tiros na porta de casa após confusão com facção em Araguaína

Trio pega mais de 54 anos de prisão por matar jovem a tiros na porta de casa após confusão com facção em Araguaína
Foto: Divulgação/TJTO

 

O Tribunal do Júri de Araguaína, no norte do estado, condenou na terça-feira, 12, três homens pelo assassinato de Matheus Bandeira de Brito, ocorrido em outubro de 2024.

Segundo a denúncia, os criminosos alvejaram a vítima em frente à sua própria casa, no Setor Vila Azul, por acreditarem erroneamente que o jovem pertencia a uma organização criminosa rival. Matheus chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital dias depois.

O Conselho de Sentença reconheceu o crime como homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.

Os réus foram punidos individualmente pelo juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra de acordo com a participação de cada um no crime.

As penas aplicadas

  • Wanderson da Silva Nogueira (26 anos, 6 meses e 7 dias de prisão): Recebeu a maior pena por ser reincidente e por ter fornecido a motocicleta roubada utilizada na execução. Ele também foi condenado pelo crime de receptação.

  • Elisson Kaio Ferreira Gumercindo (14 anos e 3 meses de reclusão): Apontado pelas investigações como o executor que efetuou os disparos contra a vítima.

  • Igor Rodrigues de Souza (14 anos e 3 meses de reclusão): Pilotou a motocicleta para garantir a execução e a fuga do atirador, confessando que aceitou participar do crime em troca de drogas.

Na dosimetria da pena dos executores, o magistrado levou em consideração o impacto social do crime, destacando o fato de a vítima ter deixado uma filha pequena órfã.

Prisão imediata

Com base no entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza a execução imediata da pena após a condenação pelo Tribunal do Júri, o juiz determinou o regime fechado inicial para todos e negou o direito de recorrer em liberdade.

Igor e Wanderson, que acompanhavam o processo soltos, saíram do fórum presos.

Os três condenados também terão de pagar, juntos, uma indenização mínima de R$ 5 mil por danos morais aos familiares da vítima.

A defesa dos réus ainda pode recorrer da decisão no Tribunal de Justiça do Tocantins.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias