EM OFF / Aliados dizem que Adriana Aguiar recebeu recado de que não terá legenda para federal; palacianos ainda acreditam no apoio de Cinthia

Sem legenda

Aliados afirmam que a ex-secretária estadual da Educação Adriana Aguiar (UB) poderá ficar sem legenda para disputar a eleição de deputada federal em outubro. Segundo pessoas próximas, Adriana, que compôs o governo Mauro Carlesse (Agir), já recebeu os recados, e seriam mais do que claros. Para esses aliados, sem Adriana e com Dorinha Seabra Rezende (UB) disputando o Senado, o setor de Educação perde representatividade na Câmara Federal.

Convidada por Dorinha

Filiada ao PSL desde o ano passado, Adriana, ainda conforme seus aliados, foi convidada a permanecer no União Brasil pela própria Dorinha, muito antes da aliança do partido com o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). A ex-secretária já vem há muito se movimentando pelo Estado para estruturar sua campanha a federal.

E se vai para Carlesse?

Fonte ligada ao Palácio Araguaia lembrou da relação próxima de Adriana com Carlesse, também pré-candidato a senador, como Dorinha. “E se na campanha Adriana resolver anunciar apoio a Carlesse?”, questionou a fonte.

2 a mais que vagas

À coluna, Dorinha, presidente regional do UB, disse que o partido tem nove vagas para federal e são 11 pré-candidatos, portanto, dois a mais que o número de vagas disponíveis. “Vamos ter que definir critérios, logicamente respeitando a questão das cotas e as pesquisas que estão sendo feitas”, explicou.

Convidados para disputar AL

Dorinha afirmou que os dois que não se enquadrarem nos critérios serão convidados a disputar vaga de deputado estadual. “Se vai ser a Adriana ou não, nós estamos esperando a pesquisa e a definição de critérios”, ressaltou.

Elegível ou inelegível?

Por falar em Carlesse, o ex-governador vem fazendo uma pré-campanha intensa na disputa pelo Senado, mas é quase certo que deverá ter sua elegibilidade questionada. Advogados ouvidos pela Coluna do CT defendem que ele está inelegível. Carlesse e seu grupo juram que não. Com certeza, essa discussão será judicializada.

Outro caso

O Tocantins já teve um senador eleito que não tomou posse por estar inelegível. Foi o também ex-governador Marcelo Miranda (MDB), em 2010, pela cassação pelo TSE em 2009. Quem acabou assumindo a vaga foi o terceiro colocado, Vicentinho Alves.

Se quiser Senado, tem que renunciar

Advogado ouvido pela coluna joga água fria no ânimo aquecido do vereador de Araguaína Terciliano Gomes (PSD), que espera assumir a vaga de senador, caso Irajá (PSD) se licencie e haja um acordo com o primeiro suplente, Marcos Souza (PRTB). Conforme um importante advogado eleitoral, para ser empossado como senador, ainda que por curto período, Terciliano teria que renunciar ao mandato de vereador.

Por que Lavandeira?

Foi de Irajá a sugestão para o PSD fazer sua convenção em Lavandeira, no sudeste do Estado e a 492 km de Palmas, nesta sexta-feira, 5, a partir das 16 horas. A ideia foi aprovada na reunião de segunda-feira, 1º, e a justificativa é que se trata de uma das regiões de menor IDH do Tocantins.

Simbolismo de JK

Além disso, existiria o simbolismo político. Como o presidente Juscelino Kubitschek fez o primeiro comício de sua candidatura vitoriosa à Presidência da República na pequena (na época, hoje não mais) Jataí (GO), em 4 de abril de 1955, Irajá também quer começar sua ainda indefinida campanha ao governo do Tocantins na minúscula Lavandeira, de apenas 1.984 habitantes.

Será candidato ou não?

Esse bochicho é um dos motivos que levam seus correligionários a acreditarem que o senador deve mesmo disputar o Palácio Araguaia. Claro, oficialmente nada é confirmado, como nada também é respondido sobre o tema.

Germana para vice

O PCdoB está colocando o nome da professora Germana Pires Coriolano como opção de vice para a chapa do petista Paulo Mourão. Contudo, o que todos dizem é que quem vai bater o martelo será o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Indefinição de PV e PCdoB

A convenção do PT e sua federação, que conta com PCdoB e PV, ocorrerá nesta quinta-feira, 4, a partir das 14 horas, no auditório da ATM. Uma das maiores indefinições desta pré-campanha, então, serão resolvidas: o apoio dos três aliados a Mourão.

PV fica com Wanderlei

Entre os comunistas, dois estaduais — Ivory de Lira e Luana Ribeiro — e um do PV, Cláudia Lelis. O PV é mais claro na questão: não quer criar obstáculos à pré-candidatura do petista, mas insiste que está com o governador Wanderlei Barbosa antes mesmo da federação existir. Cláudia é da base, o procurador Deocleciano Gomes é o secretário-chefe de Gabinete e outros pevistas estão na gestão. Por isso, o partido não pensa em deixar a campanha de reeleição do governador.

Líder na AL

No PCdoB, Ivory é o líder de Wanderlei na Assembleia.

Cinthia com Palácio

No Palácio Araguaia ainda é grande a expectativa de que a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), entre na campanha de Wanderlei. O mediador dos dois lados é o vereador José do Lago Folha Filho (PSDB), presidente eleito da Câmara da Capital. Cinthia negou à coluna há alguns dias qualquer conversa nesse sentido, mas Folha fala diariamente com palacianos sobre o assunto.

Cleber Toledo - Portal CT - 04/08/2022
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