MP aponta falta de assistência a pessoas em situação de rua em Gurupi e cobra criação de abrigo noturno

MP aponta falta de assistência a pessoas em situação de rua em Gurupi e cobra criação de abrigo noturno
Foto: Reprodução/MPTO

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) apontou falhas na assistência oferecida às pessoas em situação de rua em Gurupi e recomendou que a Prefeitura adote novas medidas para estruturar esse atendimento.

Entre as orientações estão o mapeamento dessa população, o planejamento para criação de um abrigo noturno e a elaboração de um protocolo conjunto entre as áreas de Assistência Social e Saúde.

A recomendação foi encaminhada pela 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi após a identificação de um aumento no número de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade em pontos como o Terminal Rodoviário, a Praça da Abadia e a Praça Mauro Cunha.

Segundo o MPTO, atualmente o atendimento municipal se limita a abordagens sociais pontuais, distribuição de kits de higiene e concessão de passagens terrestres.

Para o órgão, as medidas não são suficientes para garantir uma assistência estruturada a esse público.

Caso na rodoviária

A situação de um idoso com transtorno mental grave que vive no Terminal Rodoviário de Gurupi chamou atenção durante a apuração.

Conforme o Ministério Público, o homem acumula sujeira e vinha recusando cuidados de higiene pessoal.

A Prefeitura argumentou que a recusa estaria relacionada à autonomia do idoso. O MPTO, porém, considerou que a condição de saúde mental pode comprometer sua capacidade de autodeterminação e apontou a necessidade de atendimento específico.

Para esse caso, o Ministério Público recomendou que tenha prosseguimento, de forma prioritária, o pedido de internação e tratamento psiquiátrico.

Também orientou que sejam garantidos suporte de saúde e acompanhamento terapêutico e socioassistencial depois da alta.

Novas medidas

A recomendação também prevê que o município faça um levantamento da população em situação de rua e utilize os dados para planejar as políticas públicas destinadas a esse grupo.

Outra orientação é a elaboração de um protocolo entre as secretarias municipais de Assistência Social e Saúde para definir como devem ser atendidas pessoas em situação de rua que tenham transtornos mentais ou dependência química.

O promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes também estabeleceu prazos que variam de 60 a 90 dias para que as medidas estruturantes sejam implementadas.

As orientações têm como base leis e normas que estabelecem deveres do poder público na proteção e no atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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