Palmas registrou 123 focos de incêndio nos últimos 30 dias, enquanto a umidade relativa do ar chegou a níveis entre 12% e 20%.
O cenário, que combina calor, fumaça e ar seco, levou a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) a reforçar o alerta sobre os impactos da estiagem na saúde da população.
A umidade registrada na capital está na faixa classificada como “Perigo”. Nessa terça-feira, 19, a temperatura máxima chegou a 36,8°C.
Na escala de severidade, existe apenas um nível acima, o de “Grande Perigo”, registrado quando a umidade fica ainda mais baixa.
Segundo a Semus, as condições favorecem o agravamento de problemas respiratórios e podem aumentar casos de desidratação, irritação nos olhos e na pele e alterações cardiovasculares.
A estiagem também altera o comportamento de animais peçonhentos, que passam a procurar locais com água e abrigo.
Ar seco
A fumaça das queimadas associada à baixa umidade irrita as vias respiratórias e pode piorar sintomas de doenças como asma, bronquite, rinite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Entre os sintomas que podem aparecer ou se intensificar estão tosse, falta de ar, irritação nos olhos, garganta seca e sangramento nasal.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos que exigem maior atenção.
A coordenadora da Vigilância Ambiental da Semus, bióloga Lana Rúbia, alerta que os efeitos do período de seca não se limitam ao desconforto causado pelo calor.
Ela explica que a fumaça das queimadas somada ao ar seco irrita as vias respiratórias e favorece o agravamento de doenças como asma, bronquite, rinite e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), com aumento de sintomas como tosse, falta de ar, olhos irritados, garganta seca e até sangramento nasal quadro que tem levado mais gente a procurar os serviços de saúde do município.
Hidratação
A desidratação é uma das principais preocupações durante o período de baixa umidade. Crianças e idosos merecem atenção especial porque nem sempre percebem ou comunicam a sede de maneira clara.
A recomendação é oferecer água e outros líquidos regularmente ao longo do dia, sem esperar que a pessoa manifeste sede.
Além da hidratação, a Semus orienta evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes, proteger a pele e os olhos e reduzir o contato com fumaça de queimadas.
Animais
A estiagem também pode aumentar a circulação de animais peçonhentos em áreas urbanas. Escorpiões, aranhas e serpentes podem procurar ambientes mais protegidos em busca de água e abrigo.
Para reduzir o risco de acidentes, a orientação é manter quintais e terrenos limpos, retirar entulhos e folhas secas acumuladas e vedar frestas em portas, janelas e ralos.
Em caso de acidente com animal peçonhento, a recomendação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Monitoramento
As condições climáticas e ambientais são acompanhadas diariamente pela Diretoria de Vigilância Ambiental e Unidade de Controle de Zoonoses (DVAUCZ), por meio da Coordenação Técnica de Vigilância Ambiental, dentro do Programa Municipal Vigidesastres.
A equipe monitora os principais problemas de saúde associados ao período de estiagem, incluindo doenças respiratórias e acidentes com animais peçonhentos.
A partir dos dados coletados, a Semus produz alertas em saúde, informes epidemiológicos semanais e recomendações à população.
A secretaria orienta que, diante de sintomas persistentes ou agravamento de problemas respiratórios, a população procure uma unidade de saúde.





