A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) prendeu, na manhã desta sexta-feira, 24, um homem suspeito de se passar por advogado para beneficiar uma facção criminosa no Tocantins.
Segundo a investigação, ele utilizava o registro profissional de um advogado morto em 2015 para acessar processos sigilosos e alertar criminosos sobre operações policiais.
O suspeito, identificado pelas iniciais D.M.T., foi detido em um hotel em Palmas, local que a polícia afirma ser sua base de operações. A ação faz parte da Operação Prerrogativa de Fachada.
Monitoramento em tempo real
A investigação apontou que o investigado usava uma inscrição fraudulenta da OAB do Pará para obter acesso ao sistema e-Proc, do Tribunal de Justiça do Tocantins. Com o login falso, ele conseguia monitorar:
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Pedidos de quebra de sigilo;
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Expedição de mandados de prisão;
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Investigações em andamento contra integrantes da facção.
De acordo com a polícia, esse acesso privilegiado permitia que os alvos das investigações fugissem e continuassem com as atividades ilícitas.
Logística do tráfico
Além do acesso ilegal aos dados da Justiça, o homem é apontado como um articulador estratégico do tráfico interestadual de cocaína.
Ele utilizava a suposta “identidade de advogado” para facilitar a logística do transporte da droga e transitar sem levantar suspeitas.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio imediato do perfil usado pelo suspeito no sistema eletrônico do Judiciário.
Prerrogativa de Fachada
O nome da operação é uma crítica ao uso indevido das prerrogativas da advocacia direitos garantidos aos profissionais para o exercício da defesa como ferramenta para acobertar crimes.
A FICCO, que coordenou a prisão, é composta pelas polícias Federal, Civil, Militar e Penal, atuando de forma integrada para combater o crime organizado no estado.






