Uma operação da Polícia Civil, deflagrada nesta sexta-feira, 24, resultou na prisão preventiva de dois policiais militares, um funcionário do sistema prisional e um quarto indivíduo apontado como agiota.
O grupo é investigado por associação criminosa e prática de agiotagem no município de Guaraí, região centro-norte do Tocantins.
As ordens judiciais fazem parte da Operação Nêmesis, que cumpre um total de 13 mandados expedidos pelo juiz de garantias Milton Lamenha.
Além das prisões, a decisão determinou a busca e apreensão em seis endereços e a suspensão das funções públicas dos agentes envolvidos pelo período de 60 dias, com o respectivo recolhimento de suas armas de serviço.
Uso de estrutura estatal em cobranças particulares
Segundo o inquérito conduzido pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, os servidores públicos utilizavam armamento oficial e o prestígio de seus cargos para realizar cobranças de dívidas em favor de um agiota.
A investigação aponta que a estrutura do Estado era desviada para intimidar as vítimas.
Entre os alvos da operação estão servidores efetivos de 30 e 47 anos, além de um funcionário contratado de 36 anos. Os nomes dos detidos não foram oficialmente liberados pelas autoridades até o momento.
Histórico de ameaças contra empresário e idosa
A investigação detalha que um empresário de 45 anos e sua mãe, de 65 anos, foram vítimas das ações do grupo.
O caso teria começado em Guaraí, quando a vítima contraiu um empréstimo com um dos investigados. Com a aplicação de juros que alcançavam R$ 4 mil mensais, o montante tornou-se impagável.
Mesmo após a venda do comércio da vítima em Guaraí e sua mudança para a capital, as cobranças persistiram. Relatórios policiais indicam que, em 25 de fevereiro de 2026, o novo estabelecimento do empresário em Palmas foi invadido.
Na ocasião, pessoas teriam utilizado ameaças graves e intimidação armada contra a mãe do proprietário para exigir o pagamento dos valores.
Simulação de ato administrativo e continuidade do caso
A Polícia Civil identificou ainda que um dos investigados teria simulado o registro de uma ocorrência policial como método de pressão para obter o dinheiro.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as investigações continuam em andamento para verificar a participação de outros envolvidos no esquema.






