MPTO aciona Estado por déficit em hospital de Alvorada e cobra contratação urgente de equipe de enfermagem

MPTO aciona Estado por déficit em hospital de Alvorada e cobra contratação urgente de equipe de enfermagem
Foto: Divulgação

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou com uma ação civil pública contra o Estado do Tocantins para exigir a contratação emergencial de enfermeiros e técnicos de enfermagem para o Hospital de Pequeno Porte de Alvorada, no sul do estado.

O déficit de profissionais na unidade se arrasta há mais de um ano.

A ação, protocolada pela Promotoria de Justiça de Alvorada, pede uma decisão liminar que obrigue o governo a contratar, de imediato, ao menos 7 enfermeiros e 16 técnicos de enfermagem.

O número baseia-se em um levantamento feito pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren) no dia 10 de abril.

A crise na unidade de saúde começou a ser documentada em janeiro de 2025. De acordo com o MPTO, a situação atingiu um ponto crítico em julho do ano passado, quando a própria direção do hospital admitiu uma carência ainda maior de 16 enfermeiros e 29 técnicos.

Na época, a unidade precisou reduzir os atendimentos eletivos para garantir a segurança dos pacientes internados.

Além da falta de enfermagem, o hospital sofre com a ausência de maqueiros, o que obriga os técnicos a abandonarem suas funções assistenciais para realizar o transporte de pacientes pelos corredores.

Tentativa de solução administrativa

Antes de levar o caso ao Judiciário, o Ministério Público tentou resolver o problema por meio de uma recomendação expedida em março de 2026. No entanto, o Estado não apresentou medidas concretas.

Em resposta ao órgão, a Secretaria de Estado da Saúde alegou limitações orçamentárias para não realizar as contratações. O MPTO, por sua vez, classificou a justificativa como “inaceitável”, apontando que a sobrecarga das equipes coloca em risco a vida dos usuários do sistema público.

O que o MPTO solicita

Além das contratações urgentes, a Promotoria de Justiça requer:

  • A manutenção contínua do quadro de pessoal conforme os parâmetros legais;

  • O cumprimento do dimensionamento mínimo de profissionais estabelecido pelo Coren;

  • A regularização definitiva do atendimento hospitalar na unidade.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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