A 11ª Delegacia de Polícia de Araguatins finalizou, nessa terça-feira, 24, o inquérito sobre o assassinato do aposentado Deusino Cardoso da Silva, de 68 anos. O crime, ocorrido em 13 de janeiro de 2026 no Setor Nova Araguatins, foi tipificado como latrocínio (roubo seguido de morte). Os indiciados são uma mulher de 27 anos (N.D.A.C.M.) e um homem de 34 anos (F.S.R.).
A investigação, conduzida pelo delegado Gilmar Silva de Oliveira, revelou que o idoso foi morto dentro de casa com golpes de arma branca, sofrendo lesões na coluna e múltiplas perfurações. A perícia técnica identificou sinais de arrombamento em uma janela e marcas de escalada no muro, o que ajudou a desenhar o trajeto de entrada e saída dos autores.
O trabalho policial reuniu provas robustas, incluindo o laudo necropapiloscópico, confronto de vestígios e o depoimento de testemunhas. Além disso, as equipes localizaram a bicicleta usada no crime e confirmaram que o executor portava uma arma branca na noite do ocorrido.
Estratégia e histórico dos suspeitos
Segundo o apurado, a mulher mantinha um relacionamento eventual com a vítima, utilizando-se dessa proximidade para monitorar a rotina e a vulnerabilidade do aposentado. A polícia aponta que ela teria repassado as coordenadas da residência ao comparsa para facilitar o roubo.
A investigação destacou que a suspeita já possui histórico policial por crimes patrimoniais contra homens idosos, utilizando-se de promessas de relações íntimas para subtrair valores. O casal teria se conhecido em Imperatriz (MA) e, desde então, atuava em conjunto na prática de furtos e roubos.
Medidas judiciais
Diante das evidências colhidas, o delegado representou pela conversão das prisões temporárias em preventivas, visando a garantia da ordem pública. O inquérito foi relatado e enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O delegado Gilmar Oliveira ressaltou o impacto do caso na comunidade. “Com as prisões dos dois suspeitos, a Polícia Civil dá uma resposta à sociedade araguatinense diante de um crime extremamente grave, em que a vítima, além de ter seus bens subtraídos, foi morta por alguém em quem depositava confiança”.






