Justiça condena homem a 72 anos de prisão por estuprar crianças no norte do TO; vítimas eram sobrinhas e vizinhas

Justiça condena homem a 72 anos de prisão por estuprar crianças no norte do TO; vítimas eram sobrinhas e vizinhas
Foto: Freepik

 

A Justiça aplicou uma sanção de 72 anos, 11 meses e 11 dias de reclusão a um homem denunciado pelos crimes de estupro de vulnerável e satisfação de lascívia diante de menores de idade.

A acusação, formalizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), aponta que as agressões sexuais foram praticadas contra quatro crianças.

Devido ao segredo de Justiça que protege a identidade das vítimas, o nome do sentenciado não foi revelado pelas autoridades.

O regime determinado pela sentença para o início do cumprimento da reprimenda é o fechado. O juízo também acatou o requerimento dos promotores de Justiça e impôs ao homem a obrigação de indenizar financeiramente cada uma das quatro meninas por danos morais.

Abusos em chácara e área urbana

Os levantamentos apontam que a violência sexual acontecia de forma reiterada e se estendeu pelo período de dois anos, entre 2014 e 2016.

Os alvos do criminoso foram quatro meninas que, no período dos episódios, possuíam idades que variavam de 7 a 12 anos.

A dinâmica dos crimes envolvia os seguintes fatores:

  • Vínculo com o agressor: Duas das vítimas eram sobrinhas por afinidade do réu, enquanto as outras duas eram vizinhas que conviviam no local por serem amigas das parentes dele.

  • Mudança de endereço: Os abusos começaram na zona rural de Araguaína, em uma chácara onde o homem residia e trabalhava acompanhado da companheira. Mais tarde, embora tenha se mudado para o perímetro urbano, o comportamento ilícito continuou devido à manutenção do contato com as menores.

  • Falsa hospitalidade: O casal justificava a presença constante das crianças, que chegavam a dormir na residência deles, alegando às famílias que gostavam de ter a companhia delas por não possuírem filhos biológicos.

O Ministério Público frisou que o condenado usava de forma estratégica o livre acesso e a forte relação de confiança construída com os familiares das vítimas para mascarar a conduta criminosa e garantir a impunidade ao longo dos anos.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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