Curso de medicina da Unirg é alvo do MPTO após receber nota muito baixa em avaliação do MEC

Curso de medicina da Unirg é alvo do MPTO após receber nota insatisfatória do MEC
Foto: Divulgação/MPTO

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento para investigar possíveis irregularidades no curso de medicina da Universidade de Gurupi (Unirg). A apuração foi aberta na terça-feira, 20, após o curso receber nota 2 em avaliação recente do Ministério da Educação (MEC), resultado considerado insatisfatório.

A medida busca esclarecer se o curso atende aos padrões mínimos exigidos para a formação médica.

A nota foi atribuída no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed 2025), realizado pelo MEC. A avaliação utiliza notas de 1 a 5, sendo que os conceitos 1 e 2 indicam que os estudantes não alcançaram o nível mínimo de conhecimento esperado para o exercício da medicina. Esse resultado acendeu o alerta sobre a qualidade do ensino oferecido pela instituição.

O Ministério Público destaca que a Unirg cobra mensalidade no valor de R$ 6.684,65 e divulga o compromisso de “formar médicos com excelência técnico-científica e humanitária”. Diante da nota obtida, o órgão avalia se pode estar ocorrendo descumprimento do contrato educacional e possível propaganda enganosa.

A apuração envolve a relação de consumo entre a universidade e os estudantes.

Risco à saúde da população

Além da defesa dos direitos dos alunos, o MPTO chama atenção para os impactos sociais da formação médica inadequada. Segundo o órgão, profissionais mal preparados aumentam o risco de erros de diagnóstico e de tratamentos incorretos, o que pode comprometer a saúde da população.

Por isso, a investigação também considera a proteção do interesse coletivo.

O procedimento é conduzido pela 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi, que atua nas áreas de defesa do consumidor e da saúde. A portaria que instaurou a apuração foi assinada pelo promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes.

Vistorias serão realizadas no campus

Como primeira providência, o MPTO solicitou que o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Conselho Estadual de Educação realizem vistorias no campus da Unirg em Gurupi. Os órgãos deverão apontar falhas que comprometem a qualidade do curso e indicar medidas para corrigir os problemas.

Os relatórios devem ser encaminhados à 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi no prazo máximo de 45 dias.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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