A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 21, a Operação Falsa Emergência.
A ofensiva, coordenada pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR), cumpre dez mandados de busca e apreensão autorizados pelo Poder Judiciário do Estado.
A investigação apura a suspeita do crime de falsidade ideológica que teria sido cometido por servidores públicos ligados à Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Palmas.
A mobilização policial reuniu cerca de 50 agentes civis e concentrou esforços no recolhimento e na preservação de documentos e dispositivos que sirvam de provas para o inquérito.
Parceria com organização social sob suspeita
Segundo as informações apuradas pelas autoridades até o momento, o objetivo da investigação é esclarecer divergências em documentos oficiais.
Há indícios de inserção de dados falsos em atos administrativos emitidos durante o processo de formalização de uma parceria firmada entre a Prefeitura de Palmas e uma organização da sociedade civil (OSC). Essa entidade é a responsável pela gerência de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
Os investigadores apontam que as adulterações nos documentos teriam sido arquitetadas para dar uma aparência de legalidade formal ao trâmite administrativo.
Essa hipótese ainda será detalhada no decorrer do inquérito e pode revelar o cometimento de outros crimes contra a administração pública municipal.
Durante as diligências desta manhã, as equipes policiais cumpriram as ordens de busca tanto em residências particulares quanto nos locais de trabalho dos servidores investigados.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e novos desdobramentos deverão ser apresentados conforme o avanço do trabalho policial.





