Brasil recicla apenas 3% dos resíduos; movimento “sem papel” ganha força

Ascom - 14/07/2020

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), das milhões de toneladas de resíduos produzidos no País, apenas 3% é efetivamente reciclado. O AmbienteBrasil, um dos maiores portais ambientalistas da internet, afirma que a maior parte do lixo produzido pelo Brasil é de papel e papelão, correspondendo a 39% dos resíduos.

 

Nos escritórios, o uso do papel é comum, mas apenas 37% é, de fato, reciclado, ainda de acordo com o AmbienteBrasil; o resto é queimado. A digitalização dos documentos proporciona agilidade na tomada de decisão das empresas, possibilita informações precisas e transparência entre as empresas e os órgãos públicos, além do benefício sustentável.

Por isso, um projeto do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) de iniciativa das esferas federal, estadual e municipal, direciona e fortalece o foco para o trabalho da contabilidade sem papel em todo o País. Assim, as empresas começam a ajustar a rotina para cumprir com todas as exigências legais desse novo formato.


Em Palmas, seguindo o exemplo, a Pactus Contabilidade já trabalha com a contabilidade digital no escritório. “A proposta de fazer o trabalho sem papel é um projeto que já vínhamos desenvolvendo há algum tempo. Informatizar todos os processos pode dar algum trabalho inicialmente, que é compensado ao analisar todos os benefícios técnicos para as empresas, além da responsabilidade com nosso planeta”, explicou o CEO da Pactus Contabilidade, Francisco Santiago.

 

Santiago explicou, também, que, com a informatização, o acesso aos documentos é imediato, os dados ficam mais seguros e os espaços físicos das empresas ficam ainda mais organizados. “Nós eliminamos todo o arquivo morto do escritório, o que nos dá mais espaço de trabalho. Além disso, os documentos impressos correm riscos, como o apagamento das letras, devido ao tempo ou umidade, ou até mesmo alguma catástrofe, como um possível incêndio. Com a contabilidade digital, há agilidade para localizar qualquer documento; é feito backup de todos os arquivos constantemente, e as empresas economizam com as impressões”, reforçou o CEO da Pactus Contabilidade.

A medida também começa a refletir em outros segmentos da Capital. Uma empresa de Assessoria de Comunicação adotou a ideia da digitalização dos processos internos. A analista financeiro e administrativo, Ellen Meneses, contou a experiência dessa mudança de comportamento. “Quando iniciamos o processo de digitalização foi um desafio porque ficamos com parte do trabalho digitalizado, mas ainda havia movimentação física. Ao começar o trabalho com a Pactus, tivemos mudanças. Em três anos de parceria, os contadores nunca precisaram acessar nossos documentos físicos, tudo sempre foi pelo sistema. Hoje, estamos trabalhando 100% sem papel em todo o administrativo e financeiro.”, destacou Ellen Meneses.

Sobre o Sped
O projeto do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC 2007-2010), objetiva um avanço na informatização da relação entre o fisco e os contribuintes. Instituído pelo Decreto n º 6.022, de 22 de janeiro de 2007, o projeto representa uma iniciativa das administrações tributárias nas três esferas governamentais: federal, estadual e municipal.

Segundo a Receita Federal, a construção conjunta do projeto mantém parceria com 20 instituições, entre órgãos públicos, conselho de classe, associações e entidades civis. De acordo com o portal sped Brasil “O Sped foi criado para ser o instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias, mediante fluxo único – computadorizado – de informações”.

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