Rio Sono e Lizarda poderão ter folha de temporários bloqueada se descumprirem ordem para realizar concurso

Rio Sono e Lizarda poderão ter folha de temporários bloqueada se descumprirem ordem para concurso público
Foto: Divulgação

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) obteve decisões liminares que obrigam as prefeituras de Rio Sono e Lizarda a regularizarem seus quadros de pessoal.

As determinações judiciais foram motivadas por ações civis públicas que apontaram o uso excessivo e ilegal de contratos temporários para preencher cargos de natureza permanente na administração.

Conduzidas pelo promotor de Justiça João Edson de Souza, as ações exigem o fim dos vínculos precários em áreas como saúde, educação e assistência social.

A investigação do MPTO revelou que o município de Rio Sono não realiza um concurso público há 16 anos, desde 2010.

A apuração começou após denúncias de contratações irregulares e, mesmo após recomendações formais da Promotoria, a gestão municipal não havia tomado providências. O cenário é ainda mais antigo em Lizarda, onde o último certame ocorreu em 2005.

Atualmente, a cidade conta com apenas 78 servidores efetivos, contra 109 temporários e 29 comissionados ocupando funções fixas.

Prazos e demissões

Pelas decisões, os dois municípios estão proibidos de efetuar novas contratações temporárias fora das hipóteses legais.

Os prefeitos têm o prazo de até 90 dias úteis para instaurar o processo administrativo do concurso público, apresentar um cronograma oficial e publicar o edital de abertura.

O prazo final para a realização das provas, homologação do resultado e posse dos novos servidores concursados é de até 180 dias úteis. Os contratos temporários vigentes considerados irregulares deverão ser extintos.

Bloqueio na folha

Para garantir que a ordem judicial seja cumprida, o Poder Judiciário estabeleceu sanções severas em caso de desobediência.

Se os municípios descumprirem os prazos estipulados, a Justiça poderá ordenar a suspensão imediata dos pagamentos de salários destinados aos servidores temporários irregulares.

A medida prevê uma ordem direta aos bancos privados ou públicos responsáveis por centralizar e processar as folhas de pagamento das duas prefeituras.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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