Policial civil que atirou contra casal dentro de caminhonete em Araguaína vai a júri por dupla tentativa de homicídio

Policial civil que atirou contra casal dentro de caminhonete em Araguaína vai a júri por dupla tentativa de homicídio
Foto: Divulgação/redes sociais

 

O agente da Polícia Civil do Distrito Federal, Fábio Ribeiro da Silva, vai a júri popular por dupla tentativa de homicídio qualificado.

A decisão de pronúncia atende a um pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e foi confirmada nesta semana pela Justiça.

O caso, ocorrido em fevereiro de 2024 dentro de um condomínio residencial em Araguaína, causou grande repercussão no estado.

O acusado responde pelos crimes na forma dolosa, quando há intenção de matar ou se assume o risco de produzir o resultado.

A denúncia aponta que as duas tentativas de homicídio foram qualificadas por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito. Por ser uma decisão de primeira instância, o réu ainda pode recorrer da pronúncia.

A acusação

O processo é acompanhado de perto pela 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína. Segundo o promotor de Justiça Daniel José de Oliveira Almeida, a gravidade da conduta justifica a necessidade do julgamento perante a sociedade.

“A decisão de pronúncia é um passo fundamental para que a sociedade de Araguaína dê a resposta adequada a uma conduta violenta e desproporcional. O Ministério Público sustentou com firmeza as qualificadoras, pois o réu utilizou uma arma de uso restrito e agiu por motivo fútil, colocando em risco a vida de duas pessoas dentro do próprio ambiente residencial”, destacou o promotor de Justiça.

A briga

De acordo com as investigações policiais, o crime foi motivado por uma discussão de trânsito. O agente conduzia seu veículo pelo condomínio acima da velocidade permitida e tentou fazer uma ultrapassagem.

Ao não conseguir realizar a manobra, ele acreditou que havia sido fechado pelo condutor de uma caminhonete e iniciou uma perseguição.

Os disparos

Após alcançar o automóvel, o policial desceu e atirou contra os pneus para impedir a saída do casal.

Na sequência, ele ordenou que os ocupantes baixassem os vidros e desembarcassem. Diante da recusa das vítimas, o agressor efetuou um disparo à queima-roupa com uma pistola calibre 9 milímetros contra a janela do motorista.

A fuga

O projétil estilhaçou o vidro e atravessou a cabine, atingindo a porta do lado da passageira e gerando risco imediato de morte. O policial civil fugiu do local ao perceber que toda a ação estava sendo filmada pelo filho do casal.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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