Justiça estabelece prazo para que Aleto comprove que 50% de seus servidores são concursados

 

A Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto) tem o prazo de 15 dias úteis para demonstrar à Justiça que cumpre a determinação de manter, no mínimo, 50% do seu quadro de pessoal composto por servidores concursados. A decisão, que atende a um requerimento do Ministério Público do Tocantins (MPTO), foi publicada na última quinta-feira, 5, e não admite mais recursos. 

O processo é um desdobramento de uma Ação Civil Pública (ACP) movida pelo MPTO em 2017. Na ocasião, o órgão identificou uma disparidade acentuada na estrutura da Casa: eram 1.635 servidores comissionados para apenas 257 efetivos.

Embora a Justiça tenha dado ganho de causa ao Ministério Público ainda em 2018, em primeira instância, a Aleto apresentou diversos recursos ao longo dos anos. No entanto, o Tribunal de Justiça manteve a sentença original, confirmando a omissão do Legislativo na realização de concursos e o excesso de cargos de livre nomeação. 

Retomada e exigência de paridade

Em setembro de 2025, o promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva solicitou a reativação do processo. O objetivo central é garantir que a proporção entre cargos em comissão e cargos efetivos seja estritamente de um para um (50% para cada categoria), conforme determinado pela sentença transitada em julgado. 

Verificação das nomeações do último concurso

Além do controle da proporção do quadro, a Aleto enfrenta outra cobrança judicial relacionada ao concurso público realizado em 2024.

Em uma movimentação ocorrida no último dia 2 de fevereiro, o Ministério Público protocolou um novo pedido para que a Assembleia comprove a nomeação e a posse de todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas oferecidas no certame. Essa ação é fruto de uma segunda ACP, também de 2017, que culminou na realização da prova no ano passado após decisão favorável da Justiça em 2020.

 

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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