Grupo que operava de hotel em Palmas e ostentava luxo com golpes virtuais é condenado a mais de 80 anos

Grupo que operava de hotel em Palmas e ostentava luxo com golpes virtuais é condenado a mais de 80 anos
Foto: Reprodução/montagem-Jus

 

Nove integrantes de uma organização especializada em crimes cibernéticos foram condenados pela 3ª Vara Criminal de Palmas. As penas, que somadas ultrapassam 80 anos de prisão, referem-se aos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A condenação é fruto de uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Tocantins (MPTO).

O esquema desarticulado operava de forma sofisticada, criando páginas falsas que simulavam grandes varejistas como Magazine Luiza, Casas Bahia e Ponto Frio. O objetivo era atrair consumidores de todo o Brasil com preços drasticamente abaixo do mercado para roubar senhas e dados de cartões de crédito.

Para induzir as vítimas ao erro, o grupo anunciava, por exemplo, Smart TVs de R$ 3 mil por apenas R$ 898,90, e smartphones de R$ 1,3 mil por menos de R$ 600. As investigações mapearam pelo menos 89 vítimas diretas ou potenciais, além de dezenas de outras tentativas de transações fraudulentas rastreadas pela estrutura tecnológica do grupo.

Escritório do crime em hotel de Palmas

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de um hotel na capital como base de operações. O local servia como um escritório, onde os criminosos realizavam reservas e pagavam estadias utilizando cartões clonados, inclusive de instituições financeiras estrangeiras, tática usada para tentar ocultar o rastro das atividades ilícitas.

A atuação da quadrilha, que ocorreu entre 2017 e fevereiro de 2018, foi interrompida após prisões em flagrante efetuadas no momento em que membros do grupo tentavam realizar novas hospedagens com dados de terceiros.

Lavagem de dinheiro e ostentação

As lideranças do esquema também foram condenadas por lavagem de dinheiro. De acordo com o MPTO, os valores obtidos com os golpes eram convertidos em veículos de luxo e na manutenção de um alto padrão de vida, incompatível com a renda declarada pelos réus.

O grupo ainda lucrava com a quitação de boletos de terceiros utilizando cartões clonados ou valores desviados, cobrando das pessoas cerca de 50% do valor da dívida original.

 

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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