MEC anuncia R$ 785 milhões para escolas indígenas; Tocantins terá três unidades

Após reconhecer dívida histórica com povos originários, MEC investe R$ 785 milhões em escolas indígenas; Tocantins recebe três unidades
Foto: Angelo Miguel/MEC

 

O Ministério da Educação (MEC) formalizou nessa quinta-feira, 26, um plano de expansão da infraestrutura educacional voltado às comunidades originárias. O investimento de R$ 785 milhões custeará a construção de 117 escolas indígenas distribuídas em 14 estados. No Tocantins, o projeto contempla três novas unidades localizadas nos municípios de Goiatins, Lagoa da Confusão e Tocantínia.

A iniciativa faz parte do Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo PAC e, segundo o governo, os projetos arquitetônicos serão adaptados para respeitar a identidade cultural e a organização territorial de cada etnia.

As novas estruturas no Tocantins serão instaladas em comunidades específicas, atendendo demandas por prédios próprios e adequados dentro das terras indígenas. Os locais selecionados são:

  • Goiatins: Aldeia Kraô Capitão do Campo;

  • Lagoa da Confusão: Aldeia Javaé Wari Wari;

  • Tocantínia: Aldeia Xerente Morrão.

A definição dessas localidades seguiu critérios técnicos e populacionais, com propostas enviadas pelo Governo do Estado via sistema TransfereGov e validadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Foco na redução de desigualdades

O anúncio ocorreu durante uma agenda do ministro Camilo Santana no Amazonas. Ao detalhar o projeto, o ministro ressaltou que a infraestrutura é um passo para garantir o direito ao aprendizado nos territórios originários. “Serão 117 escolas que irão garantir todas as condições de uma escola digna, de qualidade”, afirmou o ministro, ao destacar que o Brasil ainda tem uma dívida histórica com os povos originários.

Panorama nacional e parcerias

A distribuição das unidades prioriza a região Norte, onde a carência de prédios escolares em terras indígenas é mais acentuada. Amazonas, Roraima e Amapá lideram o número de construções.

O programa é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal e integra a Política Nacional de Educação Escolar Indígena. De acordo com o MEC, o diferencial desta etapa é a participação das lideranças indígenas na definição das propostas, assegurando que as construções atendam aos modos de vida tradicionais das comunidades.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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