Principal unidade de saúde de Figueirópolis atende sem oxigênio, medicamentos básicos e em estrutura precária, diz ação do MP

Principal unidade de saúde de Figueirópolis atende sem oxigênio, medicamentos básicos e em estrutura precária, diz ação do MP
Foto: Prefeitura de figueirópolis

 

O Ministério Público do Tocantins formalizou uma Ação Civil Pública com pedido de liminar para exigir que a prefeitura contorne a situação de abandono na principal unidade de atendimento do município.

O processo foi motivado após vistorias técnicas constatarem que o Centro de Saúde Olavo Rodrigues de Matos opera sem as mínimas condições de segurança e higiene.

A iniciativa partiu da 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi, que tenta obrigar a administração local a reformar o prédio e abastecer os consultórios de forma imediata.

Os laudos do Conselho Regional de Medicina anexados à denúncia revelaram cenários alarmantes na rotina da unidade de saúde.

Os fiscais constataram a ausência completa de insumos vitais para socorrer pacientes em estado grave, como oxigênio medicinal, ventiladores manuais, oxímetros e Desfibriladores Externos Automáticos, que são fundamentais em casos de paradas cardiorrespiratórias. Para piorar, a equipe médica vinha lidando com remédios vencidos, falta de medicamentos básicos de farmácia, como dipirona, e até mesmo a escassez de materiais elementares de higiene pessoal, como papel higiênico para os usuários.

Mofo, rachaduras e banheiros sem acessibilidade comprometem prédio

A estrutura física do posto de atendimento também virou alvo de contestação jurídica por causa de danos crônicos que colocam servidores e pacientes em risco.

O prédio apresenta rachaduras profundas nas paredes, pontos severos de infiltração e proliferação de mofo nos tetos e salas.

Além disso, a unidade desrespeita as leis de acessibilidade para pessoas com deficiência física e sequer possui espaços obrigatórios de atendimento básico organizados, operando sem salas adequadas para vacinação, aplicação de medicação, curativos e observação clínica.

Promotoria estipula cronograma de exigências e sugere multas pesadas

O promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes desenhou um plano com prazos rigorosos para que o município resolva as pendências sob pena de punições severas.

A gestão terá 30 dias para regularizar o cadastro no conselho médico, nomear um diretor técnico e obter o alvará dos bombeiros, além de um limite de 120 dias para concluir todas as reformas estruturais pendentes. Os equipamentos de suporte à vida precisam ser comprados em até 60 dias.

Caso as metas sejam ignoradas, o MPTO sugere multa diária de R$ 10 mil e pede que o prefeito e o secretário de Saúde paguem, do próprio bolso, R$ 50 mil por danos morais coletivos.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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