Uma jovem de 19 anos foi presa em flagrante na quarta-feira (15), em Combinado, na região sudeste do Tocantins. Ela é suspeita de tentar matar a própria filha, uma criança de quatro anos.
A mulher foi identificada pelas iniciais A.G.S. O caso foi atendido pela equipe de plantão da 15ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Arraias.
Depois da prisão, a Polícia Civil pediu à Justiça que a jovem continue presa durante as investigações. Ela foi levada para a Unidade Prisional Feminina de Formoso do Araguaia, onde permanece à disposição da Justiça.
A situação começou a ser apurada após uma denúncia anônima feita ao Conselho Tutelar. A informação apontava que a criança poderia estar sofrendo agressões e falta de cuidados dentro de casa.
Os conselheiros tutelares foram até o endereço para verificar o caso. Ao perceberem sinais de violência, eles pediram apoio da Polícia Militar.
Após conversarem com a jovem, as equipes entraram na residência e encontraram a menina com vários ferimentos pelo corpo. A criança foi retirada do local e levada para atendimento médico.
A vítima também passou por exames, que deverão ajudar a Polícia Civil a entender como as lesões aconteceram e há quanto tempo a situação vinha ocorrendo.
Polícia investiga tentativa de feminicídio
No início, o caso foi registrado como lesão corporal e maus-tratos. Porém, após a análise das primeiras informações, a Polícia Civil decidiu mudar a classificação para tentativa de feminicídio qualificado.
Segundo a investigação, a menina apresentava sinais de agressões feitas em momentos diferentes. Também foram encontrados indícios de falta de alimentação, higiene e cuidados básicos.
De acordo com a Polícia Civil, as condições encontradas dentro da casa teriam colocado a vida da criança em risco.
Durante o depoimento, a jovem afirmou que realizava um suposto ritual espiritual. Ela disse que suas atitudes estariam ligadas a essa prática.
A versão apresentada será analisada durante a investigação. A polícia ainda deverá ouvir outras pessoas e avaliar os exames feitos na criança para esclarecer todos os detalhes do caso.
A identidade completa da investigada não foi divulgada. O nome da criança também foi preservado.
A Polícia Civil orienta que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes seja denunciada. As denúncias podem ser feitas ao Conselho Tutelar, à Polícia Militar pelo telefone 190, à Polícia Civil pelo número 197 ou ao Disque 100.






