Falta de profissionais reduz cirurgias e atendimentos em hospital do TO, e Justiça dá 40 dias para governo agir

Falta de profissionais reduz cirurgias e atendimentos em hospital do TO, e Justiça dá 40 dias para governo agir
Foto: Dicom MPTO

 

O governo do Tocantins terá 40 dias para apresentar à Justiça e começar a executar um plano de regularização do quadro de profissionais do Hospital de Pequeno Porte de Alvorada, no sul do estado.

A determinação foi tomada em sentença de primeira instância, após ação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) apontar falta de profissionais de enfermagem e de trabalhadores responsáveis pelo transporte de pacientes dentro da unidade.

A decisão, proferida no dia 8, determina que o Estado apresente um cronograma com metas, previsão de recursos financeiros e medidas para enfrentar os problemas identificados.

O prazo começa a contar a partir da intimação da sentença, que ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Fiscalização apontou déficit nas equipes

A ação civil pública foi ajuizada após uma fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO), que identificou a necessidade de pelo menos sete enfermeiros, 16 técnicos de enfermagem e oito maqueiros.

Segundo os documentos apresentados pelo MPTO, a falta de trabalhadores prejudicou o funcionamento do hospital e levou à redução de cirurgias e atendimentos eletivos. A medida buscava priorizar pacientes em situações de urgência e emergência.

A fiscalização também constatou que enfermeiros e técnicos de enfermagem precisavam transportar pacientes em macas e cadeiras de rodas devido à ausência de maqueiros. Além de aumentar a sobrecarga das equipes, a atividade retirava esses profissionais de suas funções de assistência direta aos pacientes.

A sentença reconheceu a existência de deficiências persistentes no quadro de pessoal e determinou a apresentação de medidas concretas para reorganizar os serviços hospitalares.

O plano deverá contemplar a regularização das equipes de enfermagem e do transporte interno de pacientes, considerando como referência os quantitativos apontados pelo Coren-TO.

O Estado também terá de apresentar um levantamento dos profissionais em exercício na unidade, distinguindo servidores efetivos e contratados temporariamente, além de informar a quantidade de cargos públicos destinados ao hospital.

Outro item exigido pela Justiça é um cronograma para substituir progressivamente os contratos temporários por servidores concursados.

Cumprimento será acompanhado pela Justiça

O Estado deverá apresentar relatórios trimestrais para informar o andamento das medidas. O MPTO poderá acompanhar a execução do plano, enquanto o Coren-TO poderá contribuir com avaliações técnicas.

A sentença atende parcialmente aos pedidos do Ministério Público e estabelece medidas para enfrentar as deficiências identificadas no Hospital de Pequeno Porte de Alvorada.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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