Governo do TO propõe indenização de R$ 1.200 a servidores após impasse

Governo do TO propõe indenização de R$ 1.200 a servidores após impasse; veja categorias e regras
Foto: Ademir dos Anjos/Governo do Tocantins

 

O Governo do Tocantins protocolou, na manhã desta quarta-feira, 29, um recurso e uma proposta de substitutivo às Medidas Provisórias (MPs) que tratam das indenizações de servidores estaduais.

A medida busca garantir o pagamento de R$ 1.200 a categorias que atuam em atividades finalísticas (fiscalização e atendimento), após o texto original ter sido vetado por vício de iniciativa ao sofrer alterações de valores na Assembleia Legislativa.

O Executivo argumenta que a proposta construída com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) é a única via para garantir segurança jurídica.

Segundo o governo, a ampliação de gastos feita pelo Legislativo sem previsão orçamentária tornaria o pagamento passível de questionamentos judiciais, o que poderia obrigar os servidores a devolverem os valores futuramente.

“Não podemos correr o risco de pagar e depois haver questionamentos que levem à devolução desses valores, desta forma, a  solução está sendo construída dentro da legalidade. Quando apresentamos a proposta de R$ 1.200 houve aceitação das categorias, o que representa um avanço em relação ao valor anterior e garante segurança jurídica para que o servidor receba sem risco de questionamentos futuros”, enfatizou o governador Wanderei Barbosa.

Entenda os pontos principais da proposta

  • Valor fixado: O substitutivo fixa a indenização em R$ 1.200, valor que já teria sido aceito por representantes de seis categorias em audiência no Palácio Araguaia.

  • Recurso ao Plenário: O governo acionou o regimento da Aleto para garantir que a matéria continue tramitando, evitando a perda da base normativa que sustenta os pagamentos atuais.

  • Risco de interrupção: Caso as MPs não sejam apreciadas dentro do prazo de vigência ou os vetos sejam derrubados sem a readequação técnica, existe o risco real de suspensão dos benefícios ainda em 2026 por falta de amparo legal.

Responsabilidade Fiscal e Jurídica

O procurador da PGE, Jax James Garcia Pontes, e o secretário da Administração, Paulo César Benfica, reforçaram que a solução técnica visa conciliar a valorização do servidor com os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Entidades como o Sisepe/TO e a Asser/TO acompanham a tramitação, destacando que a prioridade é evitar a redução da renda dos servidores e garantir que o benefício seja pago sem riscos de retrocesso.

O texto agora depende da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da votação em plenário pelos deputados estaduais.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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