Palmas soma 15 casos confirmados de hepatites virais no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde.
Ao todo, a capital registrou 24 notificações entre janeiro e junho, das quais nove seguem em processo de investigação pelos técnicos da pasta.
Os números vêm à tona nesta terça-feira, dia 28, data em que se celebra o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais dentro das ações do Julho Amarelo.
A hepatite B lidera os índices no município, respondendo por 16 do total de casos notificados. Desse grupo, nove pacientes tiveram o diagnóstico confirmado e sete continuam sob análise.
No caso da hepatite C, a secretaria contabilizou oito notificações no período, sendo seis confirmações e duas investigações ainda em andamento.
Silêncio que complica
O grande desafio enfrentado pelas equipes de saúde no combate à doença está no comportamento silencioso do vírus.
Causadas pelos tipos A, B, C, D e E, essas infecções provocam severas inflamações no fígado e costumam evoluir sem apresentar sintomas claros nas fases iniciais.
Quando o diagnóstico demora a acontecer, o quadro pode evoluir para complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.
A coordenadora da área técnica de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Semus, Larissa Timponi, alerta para o fato de que muitas pessoas carregam o vírus sem ter conhecimento.
Segundo ela, identificar a infecção no início possibilita o tratamento adequado, interrompe a cadeia de transmissão e evita o agravamento do estado de saúde do paciente, motivo pelo qual a busca pelo teste após qualquer situação de risco é fundamental.
Testes na rede pública
A prevenção passa por cuidados rotineiros na rotina da população. Entre as medidas recomendadas estão a atualização da carteira de vacinação contra as hepatites A e B, o uso de preservativos, o cuidado com a higiene de água e alimentos e o não compartilhamento de itens perfurocortantes, a exemplo de alicates de unha, lâminas e seringas.
Para quem passou por exposição de risco ou jamais fez o exame, as Unidades de Saúde da Família distribuídas pela cidade oferecem testes rápidos e gratuitos para os tipos B e C.
Confirmada a infecção, o morador é encaminhado diretamente para a rede de acompanhamento e tratamento oferecida pelo município.






