O juiz Cledson José Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas, decidiu que Juliano Gemmus Barbosa da Silva será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte da ex-companheira, Fabíola Vieira Fonseca. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16).
O crime aconteceu na madrugada de 11 de setembro de 2025, perto de um supermercado no Setor Santa Bárbara, na região sul de Palmas. Conforme o processo, Fabíola foi atacada com uma faca e morreu no local.
Câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram o momento do crime. As imagens, os depoimentos de testemunhas e os laudos feitos pelos peritos foram usados durante a investigação.
Na decisão, o juiz explicou que essa fase do processo não serve para definir se o acusado é culpado ou inocente. O objetivo é verificar se existem provas de que o crime aconteceu e indícios de que o réu pode ter sido o responsável.
Segundo o magistrado, os elementos reunidos no processo são suficientes para que o caso seja analisado por um júri popular. Durante o julgamento, os jurados vão ouvir a acusação e a defesa antes de decidir pela condenação ou absolvição.
Acusado continuará preso até o julgamento
Juliano vai responder por feminicídio, por suspeita de ter matado a vítima por razões ligadas à condição de mulher. A acusação também aponta que o crime foi cometido com meio cruel e de uma forma que dificultou a defesa de Fabíola.
O juiz decidiu manter a prisão preventiva do acusado. Na avaliação do magistrado, a medida é necessária por causa da gravidade do caso e do risco de novos crimes.
Com a decisão, Juliano não poderá aguardar o julgamento em liberdade. A prisão preventiva, no entanto, não representa uma condenação antecipada, já que a decisão final será tomada após a análise do Tribunal do Júri.
A data do julgamento ainda não foi informada. A defesa do acusado pode recorrer da decisão que determinou o envio do caso ao júri popular.






