Operação contra tráfico de drogas bloqueia R$ 1,7 milhão e cumpre prisões em quatro cidades do TO

Operação contra tráfico de drogas bloqueia R$ 1,7 milhão e cumpre prisões em quatro cidades do TO
Foto: João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

 

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 28, a Operação Nocaute para desmantelar uma rede criminosa especializada no tráfico de crack e na lavagem de dinheiro.

A ofensiva, coordenada pela Denarc de Palmas, cumpriu simultaneamente mandados em quatro municípios do estado: a capital, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Chapada de Areia.

No total, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1.740.595,00 em contas bancárias dos investigados. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão.

Durante as buscas, os policiais apreenderam seis armas de fogo, um carro avaliado em R$ 125 mil, celulares e até uma máquina de contar dinheiro.

A ação ocorreu dentro do cronograma da Operação Narke 6, uma mobilização nacional da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Alvo principal tem histórico de execuções e facção

O líder da organização foi identificado pelas iniciais D.R.J.A., de 28 anos, conhecido pelo apelido de “Maguila”.

Segundo a Denarc, o criminoso tem uma longa ficha na polícia, iniciada em 2016 com uma denúncia por furto qualificado e pelo assassinato de Paulo Antonio Rodrigues de Alexandria  morto com um tiro na nuca, à queima-roupa, em Porto Nacional.

Em 2017, investigações apontaram que “Maguila” havia se batizado em uma facção criminosa nacional e, no mesmo ano, ele acabou preso em flagrante com um revólver calibre .38 após trocar tiros e fugir da polícia em via pública.

Atualmente, o bando liderado por ele concentrava esforços na distribuição em massa de crack na região central do estado.

Foco na asfixia financeira do crime organizado

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alexander Costa, o diferencial da operação foi mapear o caminho do dinheiro para desestruturar a quadrilha.

“A investigação permitiu identificar não apenas a atuação dos envolvidos no tráfico de drogas, mas também mecanismos utilizados para ocultar e movimentar recursos oriundos da atividade criminosa. O cumprimento simultâneo das medidas cautelares demonstra a integração das forças policiais e reforça o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento ao crime organizado”, destacou o delegado.

Os três presos foram encaminhados ao sistema prisional e os eletrônicos e documentos apreendidos serão analisados pela perícia para tentar identificar novos membros e outras contas bancárias da organização.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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