Diante do risco de isolamento e do impacto econômico no Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa liderou uma comitiva de parlamentares nessa quarta-feira, 27, em Brasília, para cobrar ações urgentes do DNIT e do Ibama.
O foco da força-tarefa é criar rotas alternativas após a interdição preventiva de duas pontes estratégicas no estado: a da BR-235 (entre Pedro Afonso e Tupirama) e a da BR-230 (entre Araguatins e Palestina do Pará).
O governador ressaltou o impacto imediato na região de Pedro Afonso. “Estamos falando do deslocamento da população, do transporte de ambulâncias, do escoamento da produção e da mobilidade de toda uma região. Viemos ao Dnit buscar alternativas e soluções rápidas para que Pedro Afonso, Bom Jesus, Santa Maria e os municípios vizinhos não fiquem isolados”, afirmou Wanderlei Barbosa.

Rotas alternativas e socorro financeiro
Como os reparos definitivos nas estruturas condenadas podem levar cerca de 24 meses, o DNIT decretou situação de emergência e se comprometeu a apoiar a recuperação de desvios e estradas estaduais que estão absorvendo o fluxo pesado, como a TO-010.
O plano inclui o reforço de pontes na região de Lajeado e o recapeamento de trechos críticos.
O diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, reafirmou a parceria. “Vamos trabalhar em parceria com o Governo do Tocantins para viabilizar rotas alternativas que garantam a logística, o escoamento da produção e a trafegabilidade da população. Vamos enfrentar esse desafio com a mesma determinação que tivemos em outras situações no Tocantins”, destacou.
Bloqueios preventivos
A senadora Professora Dorinha reforçou a necessidade de união entre os poderes. “Essa é uma situação que foge ao controle de todos nós, mas a região não pode ficar isolada. O mais importante agora é apresentar alternativas viáveis e agir com rapidez para minimizar os impactos à população e à economia do Tocantins”, ressaltou.
Segundo a diretoria do órgão federal, o fechamento foi estritamente técnico. “Não foi uma decisão arbitrária. O Dnit agiu de forma preventiva, baseado em informações técnicas reais e na necessidade de preservar a segurança da população”, explicou o diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Fábio Pessoa da Silva Nunes.
Liberação de licenças ambientais
Na mesma marcha de reuniões, a comitiva tocantinense reuniu-se com o Ibama para pedir prioridade máxima na liberação de licenças ambientais para as obras nas rodovias afetadas.
O encontro com o órgão ambiental também serviu para destravar os projetos finais de licenciamento dos últimos sete quilômetros da BR-242, no município de Taguatinga.





