MP pede bloqueio de R$ 12,5 milhões do Estado para custear cirurgias de mais de 900 crianças no TO

MP pede bloqueio de R$ 12,5 milhões do Estado para custear cirurgias de mais de 900 crianças no TO
Foto: Ilutrativa/Canva

 

O Ministério Público do Tocantins acionou o Poder Judiciário para exigir o bloqueio imediato de verbas das contas públicas estaduais com o objetivo de financiar exames e intervenções cirúrgicas de urgência para o público infantojuvenil.

A medida visa garantir o atendimento médico de 904 crianças e adolescentes que aguardam na fila da rede pública de saúde.

A petição foi protocolada pela 27ª Promotoria de Justiça da Capital em uma ação civil que tramita em conjunto com a Defensoria Pública do Estado.

Neurocirurgia e urologia lideram

O relatório detalha que o represamento de pacientes afeta três áreas médicas de alta relevância: a cirurgia geral pediátrica, a neurocirurgia e a urologia.

Conforme os dados oficiais do sistema de regulação, o maior volume está concentrado nas especialidades de urologia e cirurgia geral, que somam 783 procedimentos pendentes, incluindo operações frequentes como hernioplastias e postectomias.

Os outros 121 casos tratam de neurocirurgias pediátricas, consideradas de alta complexidade pelo risco e refinamento técnico exigido.

Custo estimado

Para estipular a quantia de R$ 12,5 milhões, a promotora Araína Cesárea Ferreira dos Santos D’Alessandro utilizou parâmetros financeiros da saúde suplementar privada, como a tabela da Associação Médica Brasileira.

Os cálculos estimam um custo de R$ 7,5 mil para cada intervenção cirúrgica geral ou urológica. No caso das neurocirurgias, o valor unitário projetado sobe para R$ 55 mil devido à necessidade obrigatória de reserva de leitos de UTI pediátrica, uso de insumos especiais e equipamentos de alta tecnologia hospitalar.

Estado terá de cotar hospitais particulares e secretário pode ser multado

A manifestação jurídica determina que o governo tocantinense apresente, em um prazo máximo de 10 dias, orçamentos detalhados de pelo menos três hospitais da rede privada que possuam estrutura para absorver a demanda reprimida.

As cirurgias particulares deverão seguir a ordem de inscrição cronológica dos pacientes no sistema de regulação.

Caso a gestão estadual crie entraves para liberar os procedimentos, o Ministério Público requereu a aplicação de uma multa diária aplicada diretamente ao patrimônio pessoal do secretário de Estado da Saúde.

 

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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