O Tribunal do Júri da Comarca de Palmas condenou Lucas Tavares da Silva a 12 anos de reclusão pelo homicídio qualificado de Henrique Rogério Pereira Ribeiro de Oliveira. O julgamento ocorreu nessa quinta-feira, 14.
Os jurados acataram integralmente a tese do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que pedia a condenação do réu por motivo fútil e por utilizar recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime aconteceu na madrugada de 27 de outubro de 2024, em uma casa situada na região norte da capital.
Conforme a denúncia, o acusado chegou ao imóvel onde morava com a companheira e iniciou uma briga ao encontrá-la consumindo bebidas alcoólicas junto com Henrique Rogério.
Durante a discussão, o agressor passou a agredir a mulher, momento em que Henrique tentou intervir para protegê-la.
Golpe no pescoço e prisão em flagrante
A investigação apontou que, ao ver a interferência da vítima em favor da mulher, Lucas Tavares pegou uma faca e atingiu o pescoço do rapaz.
Henrique Rogério não resistiu ao ferimento e morreu no local antes de receber socorro médico. O autor do crime tentou escapar logo após o ataque, mas acabou localizado e preso em flagrante por uma equipe da Polícia Militar acionada para atender o chamado.
No plenário, o promotor de Justiça Rogério Rodrigo Ferreira Mota, integrante do Núcleo do Tribunal do Júri do MPTO (MPNujuri), defendeu a punição do réu conforme a decisão de pronúncia.
O Conselho de Sentença acatou os argumentos, validando a materialidade, a autoria e as duas qualificadoras apresentadas pela acusação.
Indenização de R$ 100 mil para a família
O juiz fixou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e determinou que a execução da sentença ocorra de forma imediata.
Além do tempo de prisão, o magistrado estipulou que o condenado pague uma indenização mínima no valor de R$ 100 mil aos parentes da vítima como reparação por danos morais.






