O Carnaval é uma das festas mais tradicionais do Brasil e, nessa época, adultos e crianças costumam ir às ruas usando fantasias, máscaras e acessórios. Com o aumento das compras desses produtos, o Governo do Tocantins reforçou orientações para que os consumidores aproveitem a folia com mais segurança.
Por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Tocantins (AEM), equipes técnicas estão visitando lojas e verificando se os itens vendidos cumprem as regras exigidas, principalmente sobre rotulagem e presença do Selo de Conformidade.
A AEM também recomenda que os consumidores sigam as orientações do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que é o órgão responsável por regulamentar produtos têxteis, como fantasias e acessórios carnavalescos.
Segundo o presidente da AEM, Denner Martins, a atenção deve começar pela etiqueta. “Todos os dados de fabricação precisam estar disponíveis para que o usuário identifique se o produto pode ou não provocar alguma reação alérgica”, destacou.
Fantasias precisam ter etiqueta
Na hora de comprar fantasias e outros produtos têxteis, o consumidor deve verificar se há etiqueta com informações obrigatórias, como razão social do fabricante ou importador, composição do material, tamanho, CNPJ ou CPF, além das orientações de lavagem e conservação.
Esses dados ajudam a evitar problemas, incluindo reações alérgicas causadas pelo tecido ou por materiais usados na produção.
Atenção redobrada nas fantasias infantis
Quando a fantasia é para crianças, o cuidado precisa ser ainda maior, já que alguns detalhes podem provocar acidentes.
Botões pequenos, lantejoulas e adesivos, por exemplo, podem ser engolidos e causar engasgamento. Já zíperes sem proteção podem prender a pele, enquanto velcros e outros materiais podem causar cortes ou arranhões.
Acessórios devem ter selo de certificação
O Inmetro considera que muitos acessórios de fantasia se enquadram como brinquedos. Por isso, itens como máscaras, tiaras, chapéus, bigodes, espadas, óculos e colares precisam ter o Selo de Certificação.
Além disso, é importante observar se o produto está adequado para a faixa etária indicada na embalagem.
Nota fiscal e denúncia
Outra orientação é exigir a nota fiscal no momento da compra. O documento é essencial para garantir direitos como troca, garantia e reclamações.
Se o consumidor encontrar produtos sendo vendidos sem o Selo do Inmetro, pode denunciar à Ouvidoria da AEM pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (63) 99973-5520.






