TCE aponta 22 irregularidades em hospital de Miranorte; um médico para 100 pacientes e raio-X sem funcionar há 10 anos

TCE aponta 22 irregularidades em hospital de Miranorte; um médico para 100 pacientes e raio-X sem funcionar há 10 anos
Foto: Divulgação/TCE-TO

 

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) determinou que o prefeito de Miranorte, Leandro Mota Barbosa Teles, e o gestor do Fundo Municipal de Saúde, Francisco Gaspar Souza da Cruz, apresentem um plano de ação em até 15 dias úteis.

O objetivo é corrigir uma série de irregularidades encontradas no Hospital Municipal de Pequeno Porte da cidade.

A decisão foi tomada após uma vistoria do projeto “TCE de Olho”, realizada em abril, que avaliou desde a oferta de médicos e remédios até a estrutura física da unidade.

O relatório técnico revelou situações graves, como aparelhos de raio-X, gerador de energia e autoclave que foram comprados em 2016, mas seguem sem funcionar uma década depois.

Até uma lavadora e secadora industrial, adquirida em 2024, está parada.

Por causa do raio-X inoperante, os moradores de Miranorte precisam viajar até Miracema para realizar exames simples.

O TCE destacou que isso atrasa diagnósticos e sobrecarrega a saúde da região. Outro ponto crítico é a secagem de roupas hospitalares em varais ao céu aberto, mesmo com maquinário moderno disponível na unidade.

Sobrecarga de médicos e falta de alvarás

A fiscalização listou 22 problemas no hospital, entre eles:

  • Apenas um médico de plantão para atender, em média, 100 pacientes por dia;

  • Reforma do centro cirúrgico inacabada e problemas em ambulâncias;

  • Falta de alvarás atualizados do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária;

  • Controle precário do estoque de medicamentos.

O caso dos equipamentos abandonados foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPTO) para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Pontos positivos

Apesar das falhas, a equipe do Tribunal registrou boas práticas, como o controle de frequência dos médicos via ponto eletrônico, o sistema de triagem por cores (classificação de risco) e a presença constante de farmacêuticos na unidade.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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