As ações de combate ao furto de energia realizadas no Tocantins entre janeiro e junho deste ano identificaram 1.177 irregularidades em unidades consumidoras espalhadas pelo estado.
Segundo a Energisa Tocantins, o volume de energia recuperado chegou a 1.828 megawatt-hora (MWh), quantidade suficiente para abastecer, durante um mês, 7.256 unidades consumidoras, o equivalente ao porte de uma cidade como Miranorte.
Entre as irregularidades encontradas estão ligações clandestinas, desvios de energia, fraudes e adulterações em medidores.
O levantamento mostra que o Plano Diretor de Palmas concentrou o maior número de ocorrências no semestre, com 568 registros. Na sequência aparecem Araguaína, com 279 casos, e Porto Nacional, com 116.
Prisões durante as fiscalizações
As fiscalizações também resultaram em ações conjuntas entre a distribuidora e a Polícia Civil. No primeiro semestre, foram realizadas 65 operações, que terminaram com 40 intimações e 25 prisões relacionadas ao furto de energia.
Segundo o coordenador de Combate a Perdas da Energisa Tocantins, Renato Nunes, o problema vai além dos prejuízos financeiros causados pela fraude.
“Essa prática ilegal representa um risco real à segurança das pessoas, com possibilidade de acidentes graves, como choques elétricos e incêndios. Além disso, o furto de energia compromete a qualidade do fornecimento, sobrecarrega a rede elétrica e pode provocar interrupções no serviço”.
Crime previsto em lei
O furto de energia é considerado crime pelo Código Penal e pode resultar em prisão, além da obrigação de ressarcir os valores correspondentes à energia desviada.
De acordo com a concessionária, as ligações irregulares também aumentam o risco de choques elétricos, curtos-circuitos, incêndios e outros acidentes que podem atingir não apenas quem pratica a fraude, mas também moradores da vizinhança.
Denúncias podem ser anônimas
A Energisa informou que denúncias de furto de energia podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da empresa ou diretamente às forças de segurança. O objetivo é ampliar o combate às ligações clandestinas e reduzir os riscos provocados por esse tipo de crime.






