Geovane Saraiva de Jesus atacou Hamilton César Saraiva enquanto ele dormia, em Bernardo Sayão; Justiça determinou o início imediato da pena em regime fechado.
Uma disputa envolvendo um aparelho celular terminou em tragédia dentro de uma família de Bernardo Sayão. Geovane Saraiva de Jesus foi condenado a 24 anos de reclusão pelo assassinato do próprio irmão, Hamilton César Saraiva, morto com um golpe de faca no pescoço enquanto dormia.
O crime aconteceu na madrugada de 23 de dezembro de 2024, em uma residência localizada no centro do município. Depois do ataque, Geovane procurou um terceiro irmão no local de trabalho, contou o que havia feito e fugiu. A motivação relacionada ao celular foi apontada durante as investigações e confirmada pelos depoimentos reunidos no processo.
Levado a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Colinas, o acusado teve a autoria e a materialidade do homicídio reconhecidas pelo Conselho de Sentença, por maioria de votos. Os jurados também concluíram que o assassinato foi cometido com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava desacordada no momento do golpe.
Na definição da pena, a juíza Nely Alves da Cruz, responsável por presidir o júri, considerou a premeditação do crime dentro do ambiente familiar, a desproporção da motivação e o grave impacto provocado na estrutura da família. A magistrada também levou em conta duas agravantes: o uso de recurso que impediu a reação da vítima e o fato de o homicídio ter sido praticado contra o próprio irmão.
A sentença estabeleceu o regime fechado e determinou a prisão imediata de Geovane para o início do cumprimento da condenação. A juíza negou o direito de recorrer em liberdade com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a soberania dos vereditos do Tribunal do Júri permite a execução imediata da pena.
Publicada no eproc em 27/7, a decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.






