Uma operação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) e a Polícia Federal resultou na apreensão de aproximadamente 460 kg de cocaína nessa quinta-feira, 26. A droga foi localizada em um depósito subterrâneo em uma área de mata fechada na região de Dueré, no sul do estado.
A ação é um desdobramento de uma investigação iniciada no último fim de semana (21 e 22 de fevereiro), quando uma aeronave Cessna 210, com modificações estruturais para o transporte de carga e prefixo adulterado, foi interceptada após um pouso clandestino.
Após a prisão do piloto no início da semana, as equipes de inteligência mantiveram o cerco tático na região para localizar o destino da carga. Com o apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar (PMTO), os policiais identificaram o ponto exato onde o entorpecente havia sido enterrado.
O volume de cocaína recuperado é compatível com a capacidade de transporte do avião apreendido anteriormente, confirmando a tese de uma rota estruturada de tráfico transnacional que utilizava o território tocantinense como ponto estratégico.
Prisão de operador logístico em Colinas
A operação também avançou na identificação da rede de apoio em solo. Na cidade de Colinas do Tocantins, os policiais prenderam em flagrante um homem apontado como o operador logístico do grupo.
Segundo as investigações, ele seria o responsável por receber o entorpecente na pista de pouso, realizar o transporte terrestre e providenciar a ocultação da droga no depósito subterrâneo logo após o desembarque. O suspeito foi encaminhado à Unidade Penal Regional de Palmas.
Cooperação entre estados e forças de segurança
O desmonte desta rota logística exigiu uma articulação entre órgãos federais e estaduais de diferentes unidades da federação. Além da FICCO e da Polícia Federal, participaram das diligências unidades da Polícia Militar do Tocantins, delegações da PF de Araguaína e de Redenção (PA), além do Grupo Especial de Fronteira (GEFRON) e da Polícia Civil do Mato Grosso.
Os envolvidos na estrutura criminosa podem responder pelos crimes de tráfico transnacional de drogas e organização criminosa. A FICCO/TO, coordenada pela Polícia Federal e composta pelas Polícias Civil, Militar e Penal, reforça que a integração é o pilar central para desarticular grupos que operam além das divisas estaduais.






