A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso, encerrou o inquérito que investigava a adulteração de sinais identificadores de veículos. O caso foi desencadeado após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a um caminhão conduzido por um homem de 63 anos.
Na ocasião, foram detectadas irregularidades nas placas do veículo, o que levou à detenção do motorista e ao seu encaminhamento à 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil.
Embora o condutor tenha sido autuado em flagrante, ele obteve o direito de responder ao processo em liberdade após audiência de custódia. Contudo, o desdobramento das diligências permitiu que os investigadores identificassem outros três suspeitos, com idades entre 30 e 55 anos, que operavam na fabricação e venda dos itens ilegais.
As investigações revelaram um esquema estruturado no interior do Maranhão que atraía motoristas oferecendo facilidades para enganar a fiscalização de trânsito. O grupo comercializava as placas por valores abaixo dos praticados legalmente.
Segundo a Polícia Civil, essa atividade não apenas configura crime, mas também serve como ferramenta para a circulação de veículos irregulares e a ocultação de automóveis provenientes de roubos e furtos. O delegado-chefe da 63ª DP, José Lucas Melo, alertou sobre a gravidade da prática.
“Por meio das investigações, foi possível identificar uma rede organizada voltada à produção e comercialização de placas falsas. No entanto, ao buscar vantagens ilícitas, o condutor acaba se expondo à responsabilização criminal. É fundamental que a população rejeite qualquer promessa de ganho fácil, pois esse tipo de prática pode resultar em sérias consequências legais”, destacou.
Indiciamento e desdobramento interestadual
Com o fechamento do inquérito, o comprador das placas foi oficialmente indiciado pelo crime previsto no artigo 311 do Código Penal Brasileiro (adulteração de sinal identificador de veículo automotor).
Diante das evidências de que a central de produção das placas falsas está localizada no Maranhão, a Polícia Civil do Tocantins compartilhou todo o acervo de informações com a Polícia Civil do estado vizinho.





