O Poder Executivo de Palmas divulgou, na segunda-feira, 9, duas novas frentes de ação focadas na comunidade LGBTQIA+ local.
A primeira é a criação do Censo Participativo LGBT de Palmas, seguida pela organização do primeiro Casamento Comunitário voltado exclusivamente a casais do mesmo sexo em Palmas.
O anúncio oficial ocorreu durante uma Audiência Participativa no Plenarinho da Câmara Municipal, evento que deu início às atividades da Semana da Diversidade 2026.
A reunião foi idealizada pelo Conselho Municipal da Diversidade Tocantinense, contando com a correalização do Coletivo SOMOS via Câmara Municipal, além da chancela da Prefeitura por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh).
O debate congregou autoridades, órgãos públicos e ativistas para mapear as principais necessidades do segmento e traçar estratégias de inclusão.
Mapeamento social e coleta de dados
O Censo Participativo LGBT de Palmas surge com a meta de traçar um panorama detalhado sobre o perfil econômico, a qualidade de vida, as demandas sociais e o nível de acesso a serviços públicos desse grupo na capital.
A abertura do questionário digital para preenchimento está programada para o próximo domingo, 14. O lançamento ocorrerá publicamente na concentração da 21ª Parada do Orgulho LGBTI+ de Palmas, sediada no estacionamento do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho.
Celebração civil e parcerias institucionais
O projeto para o Casamento Comunitário homoafetivo inédito na história de Palmas também começou a ganhar forma.
A ação está sendo articulada em cooperação com o titular do Cartório de Registro Civil de Palmas, Fernando Amorim, tendo como foco principal desburocratizar e garantir a gratuidade da oficialização legal dessas uniões amorosas.
O mutirão de casamentos civis encontra-se em fase de planejamento técnico, com previsão de execução para a segunda metade deste ano.
Nas próximas semanas, as entidades parceiras vão estipular as regras de inscrição, a quantidade de casais beneficiados e o cronograma de entrega de documentos.
A mesa de debates na Câmara Municipal contou ainda com a participação de membros da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), do Ministério Público Estadual (MPTO) e de representantes do Executivo Estadual, além de lideranças comunitárias.






