A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), avançou nas investigações de um suposto esquema milionário de fraude e lavagem de capitais. Nesta sexta-feira, 27, as autoridades confirmaram o bloqueio judicial de R$ 2.519.953,22, montante vinculado a dois dos investigados e a duas empresas sob suspeita.
A Operação Fluxo Oculto investiga crimes de estelionato, falsificação de documentos e ocultação de bens, com diligências realizadas em Palmas (TO) e Balsas (MA).
O caso teve início após representantes de uma empresa do setor de agronegócio reportarem a existência de contratos e negociações fraudulentas realizados em nome da companhia, mas sem autorização legal. Segundo a polícia, as operações geraram perdas financeiras significativas para a organização.
Na fase inicial de buscas, os policiais focaram em endereços de um ex-representante comercial, de 35 anos, e de uma advogada, de 30 anos. Na ocasião, foram apreendidos veículos e documentos que ajudaram a identificar a movimentação financeira agora bloqueada.
Indícios de lavagem de dinheiro
A investigação aponta que os envolvidos estariam convertendo os valores obtidos de forma ilícita em bens de luxo. De acordo com o delegado Wanderson Queiroz, surgiram evidências de que o grupo adquiriu imóveis e veículos de alto valor, utilizando-se de mecanismos para ocultar ou dissimular a origem do capital.
O bloqueio dos R$ 2,5 milhões visa não apenas assegurar o ressarcimento de possíveis danos, mas também permitir que a perícia identifique o caminho percorrido pelo dinheiro.
Continuidade das diligências
Para a autoridade policial, a nova medida é estratégica para entender a extensão real do esquema, que pode envolver outras frentes de atuação ainda não mapeadas.“Essa nova ação permitirá que seja devidamente analisada a origem desse capital e como ele chegou até os investigados. De outra via, continuamos com o trabalho investigativo no sentido de apurar detalhadamente todas as circunstâncias desse caso, que pode ser ainda maior do que se apresenta”, disse o delegado.
O material apreendido segue sob análise da DEIC e novas fases da operação não são descartadas à medida que o fluxo financeiro das empresas envolvidas for totalmente rastreado.






