Grupo suspeito de roubar agrotóxicos em fazendas do TO e da BA é alvo de operação; dois PMs estão entre os investigados

Grupo suspeito de roubar agrotóxicos em fazendas do TO é alvo de operação; dois PMs estão entre os investigados
Foto: Divulgação

 

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira, 27, contra integrantes de uma organização criminosa suspeita de roubar defensivos agrícolas em propriedades rurais do Tocantins e da Bahia.

As ordens judiciais foram cumpridas em Brasília (DF), Luziânia (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Barreiras (BA), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins (MPTO).

Segundo o Gaeco, o grupo atuou em 2025 e no primeiro trimestre de 2026. Entre os investigados estão dois policiais militares da Bahia e um fazendeiro de Barreiras, que teria utilizado a própria propriedade para esconder os produtos roubados antes da revenda.

A organização, conforme a investigação, era dividida em núcleos responsáveis pela articulação dos crimes, pela logística e execução dos roubos e pela segurança dos carregamentos.

Os dois policiais militares investigados teriam atuado na escolta armada do caminhão usado para transportar os defensivos, com o objetivo de evitar abordagens de outras forças de segurança.

Além dos agrotóxicos, os criminosos também teriam levado outros bens de valor encontrados nas propriedades atacadas.

Funcionários ficaram horas em cárcere

Uma das ações atribuídas ao grupo ocorreu em 31 de janeiro deste ano, em uma fazenda de Almas, no sudeste do Tocantins.

Segundo o MPTO, homens armados invadiram a propriedade e mantiveram funcionários em cárcere privado durante várias horas.

Na ação, foram roubados defensivos agrícolas avaliados em aproximadamente R$ 340 mil, além de armas de fogo e uma caminhonete.

Durante a fuga, parte dos criminosos capotou a caminhonete roubada em uma estrada. O caminhão que transportava os defensivos, no entanto, seguiu em direção à Bahia, escoltado por batedores.

O carregamento teria sido levado posteriormente para a zona rural de Barreiras, onde, conforme a investigação, os produtos eram ocultados antes de serem revendidos ilegalmente.

Como funcionava o grupo

De acordo com o Gaeco, a organização mantinha uma divisão de tarefas para executar os roubos. Um núcleo fazia a articulação das ações, outro cuidava da logística e da execução dos ataques e um terceiro ficava responsável pela segurança e escolta dos carregamentos.

A participação dos policiais militares investigados teria ocorrido justamente nessa última etapa. Segundo o MPTO, eles utilizavam a função de segurança para acompanhar o caminhão-baú e dificultar possíveis abordagens durante o deslocamento dos produtos roubados.

A investigação também aponta que o grupo monitorava grandes propriedades rurais e aguardava o momento em que grandes volumes de defensivos agrícolas estavam armazenados nas fazendas.

Operação

A operação contou com a participação do Gaeco da Bahia e de setores de inteligência das polícias Penal e Militares de Goiás e do Tocantins.

Também participaram equipes da Força Tática, Patrulha Rural e Agência Local de Inteligência do 11º Batalhão da Polícia Militar do Tocantins, além da Companhia Independente de Policiamento Tático da Região Oeste da Polícia Militar da Bahia e da Companhia de Policiamento Especializado da PM em Luziânia.

As buscas foram realizadas nas quatro cidades para recolher documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para o avanço da investigação.

Por que ‘Harvest’

O nome da operação vem da palavra inglesa “harvest”, que significa “colheita”. Segundo o Gaeco, a escolha faz referência à forma como o grupo agia.

Os investigados monitoravam propriedades rurais e atacavam quando grandes quantidades de defensivos agrícolas estavam armazenadas, fazendo uma espécie de “colheita” criminosa dos produtos.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias