Facção que comemorava execuções é alvo de operação após emboscada que matou jovem inocente em Palmas

Facção que comemorava execuções é alvo de operação após emboscada que matou jovem inocente em Palmas
Foto: Divulgação PCTO

 

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou nesta segunda-feira, 9, a sexta etapa da Operação Gotham City. O foco da ação é o cumprimento de quatro mandados de prisão contra lideranças e executores de uma organização criminosa de matriz carioca, apontados como responsáveis por uma série de assassinatos que abalaram a capital no primeiro semestre de 2023.

Entre os alvos principais estão figuras da alta hierarquia do grupo no estado, conhecidos pelos apelidos de “Luxúria” (ou LX) e “Galo Cego” este último localizado e preso recentemente no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro.

Esta fase da operação encerra as investigações sobre o duplo homicídio de Pedro Duarte e Silva e Kauã Vinícius Lobo Rodrigues, ocorrido em maio de 2023. Na ocasião, os jovens foram vítimas de uma emboscada enquanto trafegavam pelo setor Aureny II.

As diligências confirmaram que o alvo pretendido pela facção era Kauã Vinícius, devido a uma suposta ligação com um grupo rival. Pedro Duarte, no entanto, não possuía antecedentes ou envolvimento com o crime, sendo vitimado fatalmente apenas por acompanhar o amigo no momento do ataque.

A Polícia Civil identificou e capturou hoje, no setor Jardim Aureny III, um dos executores que estava na motocicleta utilizada no crime.

Inteligência e monitoramento de dados digitais

O sucesso desta etapa é fruto de uma análise minuciosa de milhares de dados coletados pela DHPP. Os investigadores conseguiram acessar grupos de mensagens instantâneas onde a cúpula da organização planejava a logística dos atentados, recrutava “soldados” e coordenava a guerra territorial contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nas conversas interceptadas, os líderes chegavam a comemorar as execuções. Em um dos diálogos, os investigados discutem a necessidade de “esconder” a motocicleta usada nos crimes, afirmando que o veículo já estaria “pixado” (visado pelas forças de segurança).

Interceptações revelam conexões interestaduais

A operação também trouxe à tona áudios de reuniões da cúpula, revelando que a atuação do grupo no Tocantins possuía conexões diretas com grandes centros e rotas internacionais de tráfico. Nos registros, as lideranças discutiam:

  • A logística para compra de entorpecentes nas fronteiras com Paraguai e Bolívia;

  • Planos para aquisição de armamento de alto calibre (fuzis);

  • Articulação direta com integrantes da facção sediados no Morro da Rocinha (RJ);

  • Conflitos internos e ordens de execução por dívidas de drogas.

Cumprimento das ordens judiciais

Os mandados de prisão foram notificados a lideranças que já se encontram em unidades prisionais do Tocantins e do Rio de Janeiro, garantindo que estes permaneçam isolados e respondam judicialmente pelos novos crimes imputados.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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