Prints de WhatsApp viram prova e mulher é condenada a quase 3 anos por injúria racial no sul do TO

Prints de WhatsApp viram prova e mulher é condenada a quase 3 anos por injúria racial no sul do TO
Foto: Ilutrativa/MPTO

 

A atuação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) resultou na condenação de uma mulher pelo crime de injúria racial no município de Araguaçu, na região sul do estado.

A sentença acolheu integralmente a denúncia e fixou o pagamento de indenização por danos morais em favor da vítima.

O crime ocorreu em fevereiro de 2023 após um desentendimento comercial entre as duas partes. Durante a discussão, a acusada enviou mensagens de texto pelo aplicativo WhatsApp utilizando expressões pejorativas e ofensas diretamente relacionadas à cor da pele da vítima.

A conduta foi enquadrada no Artigo 2º-A da Lei nº 7.716/1989, que equiparou a injúria racial ao crime de racismo, tornando-a imprescritível e inafiançável.

Penas restritivas e indenização financeira

O Poder Judiciário condenou a ré a uma pena de 2 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial aberto. Por preencher os requisitos legais, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos:

  • Prestação de serviços à comunidade

  • Prestação pecuniária (pagamento em dinheiro)

Além da penalidade restritiva, a Justiça determinou que a condenada pague o valor de R$ 5 mil à vítima a título de reparação mínima por danos morais.

Capturas de tela serviram como provas decisivas

O promotor de Justiça Jorge José Maria Neto destacou que a validação de capturas de tela (prints) das conversas eletrônicas foi fundamental para comprovar a materialidade e a autoria do crime no ambiente virtual.

“Ofensas motivadas por raça ou cor ultrapassam o âmbito de conflitos pessoais e atingem diretamente a dignidade da pessoa humana, razão pela qual a legislação brasileira prevê tratamento mais rigoroso para esse tipo de conduta”, afirmou o promotor.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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