A Defensoria Pública do Tocantins cobrou medidas emergenciais da Prefeitura de Gurupi após vistorias encontrarem problemas estruturais, superlotação e falhas de biossegurança na Policlínica Luiz Santos Filho.
A situação também levou o órgão a fazer recomendações para melhorias no Centro Especializado em Reabilitação (CER).
As inspeções foram realizadas no início de julho pelo Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa) e pelo Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) de Gurupi.
Na Policlínica, a Defensoria apontou condições estruturais consideradas críticas. Entre as preocupações está a permanência de setores e programas em um prédio antigo que já foi interditado.
A recomendação é que esses serviços sejam transferidos com urgência para evitar riscos a pacientes e servidores diante da possibilidade de desabamento.
A Defensoria também pediu que a Prefeitura apresente um cronograma detalhado das obras do novo prédio da Policlínica e explique a aparente paralisação constatada durante a vistoria.
Outro ponto levantado foi o atendimento de pacientes dos programas de tuberculose e hanseníase. O órgão recomendou que seja disponibilizado um espaço adequado, aberto e ventilado para esses atendimentos.
Demanda reprimida
A Defensoria também quer saber o tamanho da fila de pacientes que aguardam atendimento. Para isso, recomendou a apresentação de um relatório com o número de pessoas que estão na demanda reprimida de cada uma das 19 especialidades médicas oferecidas pela unidade.
Também foi solicitado um plano para ampliar a quantidade de consultórios e a capacidade de atendimento.
Problemas no centro de reabilitação
No Centro Especializado em Reabilitação, a vistoria encontrou problemas que, segundo a Defensoria, precisam de solução imediata.
Entre as medidas recomendadas estão o reparo de infiltrações no hall de entrada, consertos no teto do Ginásio de Cinesioterapia e uma limpeza geral.
Também foi solicitada a manutenção ou instalação de aparelhos de ar-condicionado para permitir a retomada das atividades de reabilitação física.
A lista inclui ainda o conserto ou substituição da bomba d’água da piscina, além da disponibilização de materiais para as atividades de Educação Física e reabilitação e de novos recursos pedagógicos para os setores de Psicologia e Terapia Ocupacional.
As recomendações foram assinadas pelos defensores públicos Freddy Alejandro Solórzano Antunes, coordenador do Nusa, e Iwace Antonio Santana, coordenador do Nuamac Gurupi.






