Justiça manda Prefeitura e Câmara regularizarem uso de carros oficiais após denúncias de irregularidades no norte do TO

Justiça manda Prefeitura e Câmara regularizarem uso de carros oficiais após denúncias de irregularidades no norte do TO
Foto: Divulgação

 

A Justiça determinou a regularização imediata do uso e do controle da frota de veículos oficiais da Prefeitura e da Câmara Municipal de Tocantinópolis, no norte do estado.

As duas sentenças, proferidas pela 1ª Vara Cível da comarca, atendem a pedidos do Ministério Público do Tocantins (MPTO) que buscavam frear a utilização indevida do patrimônio público.

A investigação da 1ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis descobriu que o município mantinha carros oficiais sem nenhuma identificação visual, não registrava os abastecimentos nem controlava as rotas de deslocamento.

Além disso, foi constatado o uso frequente dos automóveis para fins particulares e o armazenamento de carros públicos em garagens de residências privadas.

Antes de acionar o Judiciário, o MPTO chegou a emitir recomendações para que as irregularidades fossem sanadas voluntariamente, mas os órgãos ignoraram os alertas.

Obrigações da Prefeitura e da Câmara

Com as decisões, tanto o Executivo quanto o Legislativo de Tocantinópolis terão de adotar um pacote de medidas de transparência. As principais determinações incluem:

  • Identificação visual: Adesivagem obrigatória e padronizada de 100% da frota;

  • Monitoramento: Implantação de sistema de rastreamento eletrônico e controle detalhado de quilometragem;

  • Controle de gastos: Registro rigoroso de abastecimentos;

  • Proibição de desvios: Impedir o transporte de familiares, caronas a pessoas estranhas ao serviço público ou uso em atividades particulares;

  • Guarda dos bens: Proibição de guardar veículos públicos em residências de servidores ou agentes políticos.

Nas sentenças, o Judiciário reforçou que a identificação visual não é uma mera formalidade, mas um direito da população para exercer a fiscalização social.

A falta de adesivos, segundo o magistrado, facilita que bens pagos pelo contribuinte sejam usados como se fossem particulares.

A prefeitura recebeu o prazo de 90 dias para cumprir todas as exigências, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Mais Notícias