Justiça condena Prefeitura de Gurupi após aterro operar por anos com licença vencida e chorume sem tratamento

Justiça condena Prefeitura de Gurupi após aterro operar por anos com licença vencida e chorume sem tratamento
Foto: Divulgação

 

A Justiça condenou o município de Gurupi na última terça-feira, 23, por crime ambiental provocado por irregularidades graves no gerenciamento do aterro sanitário local.

A decisão atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi.

Um laudo técnico anexado ao processo apontou descontrole operacional e descumprimento contínuo de normas técnicas.

A investigação constatou que a licença de operação da estrutura venceu no ano de 2021, o que caracterizou o funcionamento ilegal do espaço.

Solo contaminado e falta de segurança

A denúncia do Ministério Público detalha uma série de problemas na destinação dos resíduos sólidos.

Os fiscais identificaram o derramamento direto de óleo queimado e combustível sobre o solo, descarte inadequado de lâmpadas de mercúrio e equipamentos eletrônicos, além de restos de animais expostos a céu aberto.

O relatório também apontou outras irregularidades na rotina do aterro, tais como:

  • Descarte de materiais recicláveis em valas comuns

  • Focos frequentes de incêndio na vegetação e no lixo

  • Acúmulo de chorume sem o devido tratamento

  • Inexistência de controle de portaria, com registros de vandalismo e ameaças a servidores

O município de Santa Rita do Tocantins também figurava como réu no processo por utilizar o espaço, mas acabou absolvido pela Justiça.

Plano de recuperação obrigatório

A sentença determina que a administração municipal de Gurupi elabore e execute um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).

O projeto precisa ser submetido à validação do órgão ambiental do estado e deve conter um cronograma para a contenção do chorume, remediação do subsolo afetado e monitoramento contínuo das águas subterrâneas.

A prefeitura responde diretamente pelas penalidades por ser a proprietária e operadora da área. Cabe recurso contra a decisão judicial.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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