Ex-tesoureiro de Câmara no norte do TO é condenado por desviar R$ 185 mil; dinheiro teria sido usado em jogos de azar

Ex-tesoureiro de Câmara no norte do TO é condenado por desviar R$ 185 mil; dinheiro teria sido usado em jogos de azar
Foto: Divulgação

 

Um ex-servidor da Câmara Municipal de Araguanã foi condenado pela Justiça por atos de improbidade administrativa após desviar mais de R$ 185 mil dos cofres públicos.

A sentença, proferida nessa terça-feira, 4, determina que ele devolva o valor integral do prejuízo, pague multa no mesmo montante e tenha os direitos políticos suspensos por 12 anos.

A decisão é do juiz José Carlos Ferreira Machado, da 1ª Escrivania Cível de Xambioá, em ação movida pela própria Câmara Municipal.

Segundo o processo, o ex-servidor ocupava cargo de confiança e exercia as funções de secretário-geral e tesoureiro.

Com acesso aos sistemas bancários da Casa, ele teria utilizado senhas da Presidência para realizar transferências via PIX, entre janeiro e setembro de 2023, para a própria conta e para contas de terceiros.

Confissão

As irregularidades foram descobertas após a equipe de contabilidade identificar inconsistências e pagamentos em duplicidade nas contas da Câmara.

Durante processo administrativo interno, o ex-servidor confessou que se apropriou do dinheiro público e afirmou que utilizou os recursos para quitar dívidas contraídas em sites de apostas e jogos de azar na internet.

De acordo com os autos, o prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 185.256,52.

Condenação

Na sentença, o magistrado afirmou que a condenação teve como base provas documentais, como extratos bancários e a confissão escrita do ex-servidor.

O juiz também destacou que não havia qualquer documento que justificasse legalmente as transferências realizadas.

Além de devolver o valor desviado, corrigido monetariamente e acrescido de juros, o condenado deverá pagar multa civil equivalente ao dano causado.

A decisão ainda determina o confisco de bens adquiridos com recursos ilícitos, a perda de eventual função pública que exerça atualmente e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios governamentais pelo prazo de 12 anos.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Tocantins.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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