Bolsa Família terá reajuste de 15% e mínimo de R$ 691; veja quanto sobe cada benefício

Bolsa Família terá reajuste de 15% e mínimo de R$ 691; veja quanto sobe cada benefício
Foto: Reprodução/PortalGov

 

O valor do Bolsa Família vai aumentar 15,04% a partir de outubro. Com o reajuste, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777.

Os novos valores serão pagos na folha de outubro, a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

A atualização foi oficializada pelo Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União nessa quinta-feira, 17.

O reajuste corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, esta é a primeira correção dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do Bolsa Família, em 2023.

Quanto cada benefício vai pagar

A correção altera os valores dos benefícios que compõem o pagamento das famílias.

O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos.

Já o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras, incluindo gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes.

O valor final recebido por cada família varia conforme a composição familiar e os benefícios aos quais ela tem direito.

Impacto no orçamento

A recomposição terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas despesas de 2026, considerando os pagamentos a partir da folha de outubro. Para 2027, o custo estimado é de aproximadamente R$ 22 bilhões.

Segundo o governo federal, o reajuste será acomodado por meio de remanejamentos no orçamento, sem aumento do limite global de despesas.

A Lei nº 14.601/2023, que instituiu o atual modelo do Bolsa Família, prevê a possibilidade de atualização dos benefícios em intervalo de, no máximo, 24 meses.

Governo relaciona reajuste ao poder de compra

O governo afirma que a atualização busca recompor o poder de compra das famílias beneficiárias diante da inflação acumulada no período usado para o cálculo.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, também relacionou o programa à redução da insegurança alimentar.

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida faz parte das ações voltadas à ampliação da renda e à segurança alimentar.

As declarações fazem parte da justificativa apresentada pelo governo para a atualização dos valores.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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