MPTO cobra na Justiça fim de contratações irregulares e realização de concurso público em Santa Tereza

MPTO cobra na Justiça fim de contratações irregulares e realização de concurso público em Santa Tereza
Foto: Reprodução/Folha do Jalapão

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Santa Tereza do Tocantins. A medida pede que o município realize concurso público e acabe com contratações consideradas irregulares no serviço público.

A ação foi protocolada nessa quarta-feira, 21, e busca adequar a administração municipal às regras da Constituição Federal.

De acordo com o MPTO, o último concurso público para o quadro geral da prefeitura ocorreu em 2003, há 22 anos. Desde então, o município passou a manter um número maior de servidores contratados e comissionados do que efetivos, o que é proibido pela legislação.

Esse cenário, segundo o órgão, compromete a legalidade das contratações na administração pública.

Levantamento recente do Ministério Público aponta que a Prefeitura de Santa Tereza do Tocantins possui 118 servidores no total. Desse número, apenas 11 são efetivos, ou seja, aprovados em concurso público. Os dados reforçam a necessidade de regularização do quadro funcional do município.

Promotoria tentou solução administrativa

A situação vem sendo acompanhada pela Promotoria de Justiça de Novo Acordo, que cobrou do município a criação de cargos efetivos compatíveis com a real demanda da administração e a realização de concurso público. Como não houve resposta efetiva por parte da gestão municipal, o Ministério Público decidiu recorrer à Justiça.

Ação foi proposta pelo promotor de Justiça

A iniciativa da ação civil pública é do promotor de Justiça João Edson de Souza, titular da Promotoria de Justiça de Novo Acordo.

MP pede prazos para regularização

Na ação, o MPTO solicita que a Justiça conceda uma liminar determinando a suspensão de novas contratações temporárias. Também pede que os contratos atuais considerados irregulares sejam encerrados no prazo de até 90 dias.

Além disso, o órgão solicita que o município inicie, em até 90 dias, o processo administrativo para a realização do concurso público, com definição de cronograma e publicação do edital. A aplicação das provas deve ocorrer no prazo máximo de 180 dias.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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