Falta de enfermeiros coloca pacientes em risco e MP cobra contratação urgente em hospital de Alvorada

Falta de enfermeiros coloca pacientes em risco e MP cobra contratação urgente em hospital de Alvorada
Foto: Nielsem Fernandes

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do promotor de Justiça André Felipe Santos Coelho, encaminhou na segunda-feira, 16, uma recomendação oficial à Secretaria de Estado da Saúde (SESTO).

O documento solicita a contratação emergencial de enfermeiros e técnicos de enfermagem para o Hospital de Pequeno Porte de Alvorada (HPP-AT), visando corrigir um déficit de pessoal que compromete o atendimento na região sul do estado.

A Secretaria de Saúde possui o prazo de 30 dias para autorizar as contratações e apresentar um planejamento detalhado para a regularização do quadro funcional. Este cronograma deve contemplar:

  • Metas para a redistribuição de servidores;

  • Previsão de concurso público para a categoria;

  • Envio de relatórios comprobatórios e escalas de trabalho atualizadas ao MPTO.

O descumprimento dessas orientações poderá levar o promotor de Justiça a adotar medidas judiciais cabíveis contra a gestão estadual.

O déficit de profissionais e seus riscos

Vistorias técnicas e dados da própria administração hospitalar confirmaram a carência de 29 técnicos de enfermagem e 16 enfermeiros. Segundo o promotor, esse subdimensionamento configura uma “grave violação ao direito constitucional à saúde” e gera um “risco concreto e imediato à vida e à integridade física” dos pacientes do SUS na região.

Além do perigo aos usuários, a falta de pessoal submete os funcionários ativos a uma “sobrecarga excessiva e risco de adoecimento”. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-TO) já havia alertado que medidas anteriores da SES/TO foram insuficientes para suprir setores críticos como o Pronto-Socorro, Clínica Médica e Urgência e Emergência.

Justificativas da gestão e omissão

A recomendação destaca que a diretoria da unidade de Alvorada envia memorandos à SES/TO solicitando reforços desde fevereiro de 2026, porém sem sucesso. Em respostas anteriores, a Secretaria alegou limitações orçamentárias devido a um decreto de emergência financeira.

Contudo, para o Ministério Público, dificuldades financeiras não justificam a interrupção do funcionamento adequado das unidades de saúde. O cenário agravou-se recentemente com a rescisão contratual de uma enfermeira da unidade, cuja vaga não foi preenchida, aprofundando a crise de pessoal especializado no hospital.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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