Ex-prefeito é alvo de ação do MP por doar áreas públicas a particulares com indícios de fraude em Dois Irmãos

Ex-prefeito é alvo de ação do MP por doar áreas públicas a particulares com indícios de fraude em Dois Irmãos
Foto: Divulgação

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou com uma ação civil pública para anular a doação de diversos imóveis públicos realizada em 2019, no município de Dois Irmãos do Tocantins.

A ação aponta que o ex-prefeito Wanilson Coelho Valadares teria doado áreas destinadas a praças e lazer para empresários e pessoas influentes da cidade, sem realizar licitação ou processos de seleção.

A investigação, conduzida pela promotora de Justiça Priscilla Karla Stival Ferreira, revela que as doações nos setores Bela Vista e Sol Nascente ocorreram com “direcionamento” e falta de transparência, privilegiando interesses privados em detrimento do patrimônio público.

Irregularidades e indícios de fraude

  • Duplicidade de Leis: Foram encontradas diferentes leis municipais com a mesma numeração (nº 550/2019), mas com teores distintos, o que sugere fraude na obtenção de autorizações da Câmara.

  • Falta de Critérios: Não houve editais de seleção, comprovação de baixa renda ou publicidade dos atos, impedindo que outros moradores tivessem acesso aos lotes.

  • Desvio de Finalidade: Áreas que deveriam abrigar equipamentos públicos (praças) foram loteadas, e terrenos destinados a incentivo industrial para empresas acabaram em nome de pessoas físicas.

Pedidos urgentes à Justiça

  • Suspensão de Obras: Que a prefeitura pare de emitir alvarás de construção e “habite-se” para os lotes investigados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

  • Bloqueio de Matrículas: O trancamento das matrículas dos imóveis em cartório para evitar novas vendas.

  • Nulidade e Reversão: A anulação definitiva das leis de doação de 2019 e o retorno dos terrenos ao patrimônio do município.

Improbidade Administrativa

Além da retomada dos bens, o MPTO solicita a condenação do ex-prefeito por improbidade administrativa.

As sanções previstas incluem a suspensão dos direitos políticos, o pagamento de multa civil e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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